Volta ao Mundo em 80 Dias: Uma Aposta Muito Louca

VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS: UMA APOSTA MUITO LOUCA

(Around the World in 80 Days)

2004 , 120 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Frank Coraci

    Equipe técnica

    Roteiro: David Andrew Goldstein, David Benullo, David N. Titcher

    Produção: Bill Badalato, Hal Lieberman

    Fotografia: Phil Meheux

    Trilha Sonora: David A. Stewart, Trevor Jones

    Estúdio: 80 Days Productions, Babelsberg Film, Fitzwilliam Productions, Mostow/Lieberman Productions, Spanknyce Films, Studio Babelsberg, Walden Media

    Montador: Tom Lewis

    Distribuidora: Alpha Filmes

    Elenco

    Adam Godley, Arnold Schwarzenegger, Cécile De France, David Ryall, Ewen Bremner, Ian McNeice, Jackie Chan, Jim Broadbent, Karen Mok, Kathy Bates, Perry Andelin Blake, Robert Fyfe, Roger Hammond, Steve Coogan

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O tombo foi feio: refilmar o clássico A Volta ao Mundo em 80 Dias custou US$ 110 milhões e rendeu menos da metade nos cinemas dos EUA e Inglaterra. A Volta ao Mundo em 80 Dias - Uma Aposta Muito Louca não merecia um castigo tão grande. Não que seja uma maravilha, muito longe disso, mas também não é tão desastroso quanto seu fracasso financeiro possa deixar transparecer. Ele correu, sim, o risco de toda refilmagem: ser comparado ao original e perder. No caso, perder feio para a versão de 1956.

    Esta releitura do livro clássico de Julio Verne optou pelo humor infantil, ingênuo, a um passo dos Trapalhões, e apostou suas fichas no carisma de Jackie Chan que, além do papel de Passepartout (que foi de Cantinflas no filme original), também assina como produtor executivo. O fio condutor da história é o mesmo: no final do século 19, o visionário inventor Phileas Fogg (Steve Coogan) aposta com os conservadores membros da Real Academia de Ciências (capitaneada por um ótimo Jim Broadbent, de Moulin Rouge - O Amor Em Vermelho) que é possível dar a volta ao mundo em 80 dias. Claro, numa época onde o avião ainda não existia. Ele se enrosca com Monique (a belga Cécile de France, de Albergue Espanhol), uma aspirante à pintora impressionista, e, ao lado do fiel escudeiro Passepartout, sai pelo planeta para provar sua teoria.

    Para justificar a presença de Chan, o novo roteiro inventa uma historinha batida sobre um ídolo de jade que foi roubado de uma aldeia chinesa e precisa ser recuperado. Motivo mais do que suficiente para que o filme - uma aventura romântica, em sua concepção básica - tenha seus momentos de artes marciais, desvirtuando o texto original, mas adaptando sua ação às platéias mais jovens. O resultado é irregular. Por um lado, algumas "participações" especiais (Irmãos Wright, Van Gogh, Rainha Vitória) tentam dar um sabor mais sofisticado à trama. Do outro, o roteiro carece - e muito - de um humor mais elaborado. O desenho de produção não faz feio, mas a falta de boas piadas e a não utilização de locações originais (quase tudo foi rodado na Alemanha) comprometem bastante esta refilmagem. E o pior: ao contrário de todos os filmes de Chan, este não mostra os erros de filmagem nos créditos finais. Imperdoável.

    Em tempo: Arnold Schwarzenegger faz aqui sua última participação no cinema antes de ser eleito governador da Califórnia.

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