VOLVER

VOLVER

(Volver)

2006 , 121 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 10/11/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pedro Almodóvar

    Equipe técnica

    Roteiro: Pedro Almodóvar

    Produção: Esther García

    Fotografia: Jose Luis Alcaine

    Trilha Sonora: Alberto Iglesias

    Estúdio: Canal+ España, El Deseo S.A, Televisión Española (TVE)

    Elenco

    Antonio de la Torre, Blanca Portillo, Carlos Blanco, Carlos García Cambero, Carmen Maura, Chus Lampreave, Concha Galán, Eli Iranzo, Elvira Cuadrupani, Fanny de Castro, Isabel Ayúcar, Leandro Rivera, Lola Dueñas, Magdalena Brotto, Mari Franç Torres, María Alfonsa Rosso, María Isabel Díaz, Mila Espiga, Natalia Roig, Neus Sanz, Penélope Cruz, Pepa Aniorte, Yohana Cobo, Yolanda Ramos

  • Crítica

    10/11/2006 00h00

    O cinema produzido por Pedro Almodóvar é um dos mais apreciados do mundo. O termo "filme almodovariano" é quase um gênero cinematográfico, referente às produções que bebem na fonte criativa do diretor. De estilo bem-definido, seus filmes têm características marcantes que foram um pouco deixadas de lado em seu filme anterior, Má Educação (2004), e voltam em Volver, para delírio dos muitos admiradores do cineasta. Almodóvar sabe como poucos valorizar a mulher, colocando-a num altar de adoração, passando longe do feminismo político, no entanto.

    As cinco mulheres desta produção são sua alma: Raimunda (Penelope Cruz), Irene (Carmen Maura), Sole (Lola Dueñas), Paula (Yohana Cobo) e Augustina (Blanca Portillo). Irene é a matriarca desta família estritamente feminina. Mãe de Raimunda e Sole, morreu num trágico incêndio que também tirou a vida do marido. As irmãs, sempre unidas, vivem em Madri, mas sempre voltam à pequena cidade de La Mancha, onde o vento não pára de soprar. É lá que mora a Tia Paula (Chus Lampreave). Idosa, já não consegue se virar muito bem sozinha em sua casa, mas recebe a ajuda diária de Augustina, sua vizinha e amiga de longa data da família. Baseado nesses personagens, Volver traça fortes histórias paralelas que dão um toque de tragicômico ao filme.

    Penelope Cruz está no auge de sua beleza e maturidade como atriz, mostrando que voltar a trabalhar com Pedro Almodóvar depois de Tudo Sobre Minha Mãe (1999) foi uma das melhores coisas que fez pela própria carreira. Ela e as outras incríveis atrizes de Volver conduzem o espectador neste mundo extremamente "almodovariano", cheio de cores vivas, toques de sobrenatural, mulheres fortes, crimes, tramas paralelas e um elemento que conduz as histórias: a morte. Almodóvar seduz o espectador com este roteiro repleto de humor (muitas vezes negro) e mulheres carismáticas. E emociona, claro, ao abordar essa tão única relação entre mães e filhas que somente as mulheres e Almodóvar entendem. Porque ele entende e respeita a alma feminina, tem devoção por suas personagens e, por isso, sabe fazer tão bem o que faz.

    Volver é Almodóvar em sua melhor forma. Do tipo de filme que o espectador não precisa fazer muito além de sentar frente à tela e se deliciar com o que o cineasta tem a oferecer.

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