VOO NOTURNO

VOO NOTURNO

(Red Eye)

2005 , 85 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Wes Craven

    Equipe técnica

    Roteiro: Carl Ellsworth

    Produção: Chris Bender, Marianne Maddalena

    Fotografia: Robert D. Yeoman

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: Bender-Spink Inc, Craven-Maddalena Films, DreamWorks SKG

    Elenco

    Carl Gilliard, Cillian Murphy, Kyle Gallner, Laura Johnson, Rachel McAdams

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Desde os atentados de 11 de setembro, viajar de avião nunca mais foi o mesmo, especialmente para os americanos. Culturalmente acostumados a temer inimigos (reais ou fictícios), os habitantes dos EUA ganharam mais um temor com os atentados em Nova York: terroristas, especialmente os que agem de forma soturna nos aeroportos e aviões. Jackson (Cillian Murphy, de Batman Beguins), vilão de Vôo Noturno, não é um terrorista. Muito menos age impulsionado pela religião, como os discípulos de Osama Bin Laden. Mas aterroriza o vôo de Lisa Reisert (Rachel McAdams, de Penetras Bons de Bico) neste suspense dirigido por Wes Craven.

    Jackson é um homem sedutor. Lisa também tem seu charme. Os dois se conhecem no aeroporto de Dallas, onde pretendem embarcar em vôo rumo a Miami. Os encontros entre os dois durante o vôo noturno (que, nos EUA, é conhecido como Red Eye, gíria que dá nome ao filme originalmente) parecem ser uma série de coincidências até que Jackson revela ter um complexo plano para sua vizinha de poltrona.

    Gerente de um hotel em Miami, Lisa deve transferir o Secretário de Defesa dos EUA para outro quarto a fim de que ele e sua família estejam na mira dos assassinos que contrataram Jackson. Seu trabalho, no caso, é persuadir a jovem que, se não concordar com o vilão, terá de enterrar o pai, que está na mira de um outro assassino. Os meandros da história, que parecem ser complexos, são bem resolvidos graças ao roteiro do estreante Carl Ellsworth.

    Outro trunfo do filme está nos protagonistas. A fragilidade de Rachel McAdams - que, durante o filme, é deixada de lado para dar lugar a uma verdadeira heroína - contrasta com as expressões psicóticas de Cillian Murphy (faceta já provada em Batman Beguins, no qual ele também vive o vilão). A direção de Wes Craven não lembra em nada seu último filme, o fraquíssimo Amaldiçoados, que passou recentemente pelos cinemas brasileiros. Aqui, o diretor é capaz de passar ao espectador todo o clima de tensão vivido pelos personagens no claustrofóbico ambiente do avião. Esse resultado, claro, é graças ao roteiro e aos protagonistas. No entanto, Vôo Noturno perde esse ritmo quando os personagens desembarcam e travam uma batalha fora do avião.

    Vôo Noturno mostra por que Wes Craven se tornou uma das referências do cinema de terror, provando que ainda é capaz de fazer o que é mais valorizado num cineasta do gênero: a criação de um clima tenso, envolvente e, principalmente, assustador. Sem trabalhar com monstros como em Amaldiçoados e A Hora do Pesadelo, Craven assusta por conseguir brincar com o real. Mesmo que proponha um conflito (e um desfecho) mirabolante demais, Vôo Noturno funciona muito bem. Nem parece um filme de Wes Craven.

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