VÔO UNITED 93

VÔO UNITED 93

(United 93)

2006 , 111 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 01/09/2006

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul Greengrass

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul Greengrass

    Produção: Eric Fellner, Lloyd Levin, Paul Greengrass, Tim Bevan

    Fotografia: Barry Ackroyd

    Trilha Sonora: John Powell

    Estúdio: Sidney Kimmel Entertainment, StudioCanal, Universal Pictures, Working Title Films

    Elenco

    Amanda Boxer, Bard Marques, Becky London, Ben Sliney, Bill Walsh, Carol Bento, Cheyenne Jackson, Chip Zien, Chloe Sirene, Christian Clemenson, Corey Johnson, Curt Applegate, Daniel Fraser, Daniel Sauli, David Alan Basche, David Rasche, Denny Dillon, Erich Redman, Gary Commock, Greg Callahan, Gregg Henry, J.J. Johnson, James Fox, Jamie Harding, Jeremy Powell, Jodie Lynne McClintock, Joe Jamrog, John E. Smith, John Kaplun, John Moraitis, John Rothman, Karen Kirkpatrick, Kate Jennings Grant, Kevin Delaney, Khalid Abdalla, Leigh Zimmerman, Lewis Alsamari, Libby Morris, Liza Colón-Zayas, Lorna Dallas, Marceline Hugot, Masato Kamo, Matt Siebert, Michael Bencal, Michael Bofshever, Michael J. Reynolds, Morgan Deare, Nancy McDoniel, Olivia Thirlby, Omar Berdouni, Opal Alladin, Patrick St. Esprit, Peter Hermann, Peter Marinker, Peter Pellicane, Peter Wong, Polly Adams, Ray Charleson, Rebecca Schull, Rich Sullivan, Richard Bekins, Rick Tepper, Robert Serviss, Scott Tourin, Shawna Fox, Simon Poland, Starla Benford, Susan Blommaert, Tara Hugo, Thomas Roberts, Tobin Miller, Tom Fitzgerald, Tom O'Rourke, Tony Smith, Trieste Kelly Dunn, Trish Gates

  • Crítica

    01/09/2006 00h00

    11 de setembro de 2001 é uma data de significa muito não somente para os norte-americanos, mas para o mundo todo. Quando terroristas conseguiram derrubar um dos símbolos da hegemonia norte-americana, muitos morreram, muitos lamentaram, outros comemoraram. E todos ainda se lembram. Cinco anos após os ataques terroristas que derrubaram o World Trade Center, em Nova York, o cinema começa a encarar de frente essa história, exatamente como faz o digno drama Vôo United 93.

    Muito se falou sobre o que aconteceu em torno das "Torres Gêmeas", atingidas por dois aviões seqüestrados por terroristas naquela fatídica manhã. Este filme, no entanto, joga as luzes sobre o drama que aconteceu em volta, nas torres de controle que identificaram os quatro aviões seqüestrados, nas companhias aéreas e até mesmo entre os militares. E, principalmente, dentro do vôo 93 da United Airlines, que estava a caminho de São Francisco até ser seqüestrado por três terroristas, cujo plano era jogar o avião comercial na Casa Branca, lar do presidente norte-americano e símbolo máximo do seu governo. Dos quatro aviões controlados por terroristas naquela manhã, somente este não conseguiu atingir seus alvos. Isso porque, durante o processo, os passageiros do avião fizeram um motim e tentaram tomar o controle da aeronave. É notório que a manobra não deu muito certo e o avião caiu na Pensilvânia, em acidente sem sobreviventes. E é essa a história de Vôo United 93.

    O filme tinha tudo para ser mais um filme bobo que exalta o heroísmo de norte-americanos, cheio de situações-limite e finais felizes. Mas este não é o caso e a direção do inglês Paul Greengrass (A Supremacia Bourne) é chave para que a produção seja tão bem-sucedida. Sua câmera acompanha de perto o que acontece, o que ajuda a criar a tensão necessária. Por mais que já saibamos o que acontece, o filme envolve o espectador, que se pega torcendo por um final feliz, por mais que não há espaço para isso em Vôo United 93, nem para heróis ou vilões. O espectador não se apega a nenhum personagem do elenco formado por atores desconhecidos. Inclusive, eles são tão mal-informados em relação aos objetivos das ações, os alvos e a identidade dos terroristas quanto éramos na época. Só se sabe que os criminosos que tomam o avião são de origem muçulmana e suas ações são calcadas na fé. Fugindo do dramalhão fácil e do maniqueísmo, Greengrass não pretende apontar culpados, vítimas nem soluções e esse é um dos grandes méritos de Vôo United 93. Extremamente realista, o filme ainda usou controladores de vôo profissionais em algumas cenas, tanto os que trabalham em vôos comerciais quanto os militares. Filmado com câmeras portáteis, a direção aproxima-se da documental, o que imprime mais realismo ainda ao filme. Além disso, os familiares dos 40 passageiros e tripulantes mortos no vôo 93 deram consultoria ao filme para que o diretor e roteirista pudesse traçar retratos precisos sobre eles.

    O que interessa a Greengrass, que também assina o roteiro, não é criar empatia junto ao espectador. Trata-se de um drama humano, mas seus personagens não são movidos pelo heroísmo, mas pela sobrevivência. O filme também enfatiza a falta de preparação tanto vinda dos operadores de vôo quanto dos militares, que simplesmente não sabem o que fazer ao perceber que seu país está sob ataque. Resta a eles, como ao resto do mundo, observar a fumaça pela TV.

    Em tempo: US$ 1,5 milhão da renda de Vôo United 93 em seu fim de semana de abertura nos EUA foram doados ao memorial construído na Pensilvânia em homenagem aos mortos no acidente.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus