W.

W.

(W.)

2008 , 128 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Oliver Stone

    Equipe técnica

    Roteiro: Stanley Weiser

    Produção: Bill Block, Eric Kopeloff, Moritz Borman, Paul Hanson

    Fotografia: Phedon Papamichael

    Trilha Sonora: Paul Cantelon

    Estúdio: Emperor Motion Pictures, Global Entertainment Group Co, Lionsgate, Millbrook Pictures, Omnilab Media, Onda Entertainment, QED International

    Elenco

    Andrew Sensenig, Anne Pressly, Ben Mayer, Bill Jenkins, Brad Sham, Brent Sexton, Bruce McGill, Bryan Massey, Charles Fathy, Colin Hanks, David Born, Dennis Boutsikaris, Dottie McWhiney, Elizabeth Banks, Ellen Burstyn, Gabriela Ostos, Gregory Alan Williams, Halley Rachal, Ioan Gruffudd, James Cromwell, James Martin Kelly, James Ron Parker, Jason Ritter, Jeffrey Wright, Jenny Shakeshaft, Jesse Bradford, Jewel Williams, Jim Garrity, John Buffalo Mailer, John Neisler, Jon Michael Davis, Jonathan Breck, Jonna Juul-Hansen, Josh Brolin, Juan Gabriel Pareja, Keenan Harrison Brand, Lisa Fairchild, Litt Martin, Marley Shelton, Michael Gaston, Noah Wyle, Oscar Contreras, Paul Rae, Paul T. Taylor, Randal Reeder, Randall Newsome, Richard Dreyfuss, Rob Corddry, Ronan Summers, Scott Glenn, Sean Stone, Shea Lewis, Stacy Keach, Teresa Cheung, Thandie Newton, Toby Jones, Tom Kemp, Wes Chatham, William Lanier

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Lembra do combativo e polêmico cineasta Oliver Stone? Aquele que denunciou as mazelas do governo norte-americano em Platoon, Nascido em 4 de Julho e JFK - A Pergunta que Não Quer Calar? Pois é. Ele morreu. Não o homem Oliver Stone, mas a sua inquietação política. E talvez até o seu talento cinematográfico. Depois do fraco As Torres Gêmeas, de 2006, Stone retorna às telas ainda mais irreconhecível no morno W., cinebiografia do ex-presidente George W. Bush.

    A trajetória do biografado, por si só, já seria sinônimo de polêmica, denúncias, inquietação. Mas não neste filme. Em parceria com o roteirista Stanley Wiser (o mesmo de Wall Street - Poder e Cobiça, também dirigido por Stone), o cineasta apresenta uma narrativa sonolenta, verborrágica, pouco ou quase nada cinematográfica. E pior: o filme pinta Bush como uma vítima das circunstâncias. Pelo roteiro, George W. Bush (Josh Brolin, de Milk - A Voz da Igualdade, numa boa incorporação de personagem) foi um garoto mimado, de família rica, que sofria muito pelo fato de seu pai - o também presidente Bush - dar mais atenção ao irmão Jeb, que mais tarde se tornaria governador da Flórida.

    Para exorcizar todo este complexo de rejeição, George filho recorria ao álcool e às noitadas. Ô dó! Mais tarde, para provar ao pai que poderia ser um grande governante, invadiu o Iraque. Tal invasão - ainda de acordo com o filme - também teria sido apenas o ato de um presidente "vitimado" por maus assessores. A única "culpa" que o roteiro atribui a Bush é a ignorância. Se ele era arruaceiro e alcoólatra, o culpado foi seu pai injusto. Se ele lançou os EUA numa guerra insana, os culpados foram aqueles que o aconselharam a isso, principalmente o vice, Dick Cheney (Richard Dreyfuss).

    Difícil engolir premissas tão simplistas. Difícil se envolver por um filme de narrativa tão burocrática, com jeitão de minissérie de TV. Impossível aceitar a tese de "ingenuidade" de Bush que W. propõe. Que o talento de Oliver Stone ressuscite em seu próximo filme, um documentário sobre Hugo Chávez, atualmente em produção.

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