W. E. - O ROMANCE DO SÉCULO

W. E. - O ROMANCE DO SÉCULO

(W. E.)

2011 , 120 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 09/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Madonna

    Equipe técnica

    Roteiro: Alek Keshishian, Madonna

    Produção: Colin Vaines, Kris Thykier

    Fotografia: Hagen Bogdanski

    Trilha Sonora: Abel Korzeniowski

    Estúdio: Semtex Films

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Abbie Cornish, Abbie Murison, Aija Terauda, Alberto Vasquez, Alex Moore, Andrea Riseborough, Anna Skellern, Annabelle Wallis, Antonella Lentini, Audrey Brisson, Benjamin Schrader, Cassandra Bell, Charlotte Comer, Christina Chong, Corinna Freedman, David Harbour, Derek Selsby, Donato DeMarinis, Douglas Reith, Duane Henry, Ekaterina Botziou, Emily Denniston, Filippo Delaunay, Gil Cohen-Alloro, Haluk Bilginer, Hywel Morgan, James D'Arcy, James Fox, James McNeill, James Thomas Scott, Jason Vendryes, Jay Alexander, Jefferson King, John Farrer, Julia Montgomery Brown, Keith Faulkner, Kevin Cahoon, Kwasi Osei, Laurence Fox, Lee Jerrum, Leigh Zimmerman, Lisa Grecco, Lisa Iaria, Lola Leon, Loukas Papas, Luc Mazurek, Maria Di Angelis, Mark Barrows, Martin Poole, Max Callum, Melissa Russo, Mike DiGiacinto, Natalie Dormer, Natalie Gal, Nicholas Blatt, Nick Smithers, Nicole Harvey, Oscar Isaac, Paul Hamill, Paul Monte Jr., Radu Andrei Cucu, Renée Castle, Richard Coyle, Ruth Rickman, Ryan Hayward, Ryan Leigh, Sarah Molkenthin, Sean Grady, Sian Angharad Anthony, Simone Liebman, Steve Conway, Tamela D'Amico

  • Crítica

    07/03/2012 13h30

    Em seu segundo longa, Madonna flerta com o melodrama sentimental numa trama de enredo simplista que explora duas histórias de amor supostamente comoventes e edificantes. A principal delas é o retrato forçosamente simpático de Wallis Simpson (vivida por Andrea Riseborough), mulher que fez o Rei Edward VIII (James D'Arcy) abdicar do trono inglês em 1936. O escandaloso romance do herdeiro do trono com uma mulher casada reflete-se na vivência atual de Wally Winthrop (Abbie Cornish), mulher da alta sociedade nova-iorquina presa a um casamento infeliz.

    A eterna material girl usa uma série de objetos para estabelecer relação temporal entre as duas personagens: luvas de noite, coqueteleiras, pingentes da Cartier e chapéus de época expostos numa mostra sobre o duque e a duquesa de Windsor. Esquece, no entanto, de aprofundar estes personagens e as relações sociais da época, tornando-os rasos, quase caricaturais. Muita preocupação com o que usavam, pouca com que pensavam.

    W.E. – O Romance do Século (o título é formado com as iniciais dos nomes do casal Wallis Simpson e Edward VIII) propõe uma análise do relacionamento do monarca com a plebeia norte-americana pelo ponto de vista dela. Madonna se esforça para mostrar como a sra. Simpson tentou convencer o amante a ficar no trono, mas ele declara que não poder viver senão ao lado de sua paixão. O Edward de Madonna é tão somente um ingênuo romântico que passa tediosos dias encantado com sua amada sacudindo uma coqueteleira.

    A Wally dos dias atuais é uma sonhadora apaixonada pela história de sua xará do século passado. Sua vida reproduz muito do que aconteceu com a sra. Simpson. Ela vive dificuldades em seu relacionamento, está mergulhada numa profunda depressão e se abre para um novo amor: o segurança russo da galeria onde acontece a exposição sobre o casal real.

    Tentando uma abordagem original, que inclui o enquadramento de detalhes em portas e corredores sem razão aparente, o filme perde-se no atalho temporal que pretende estabelecer entre as duas mulheres, fazendo uso de links pouco eficientes entre as personagens. Mas não se pode negar que Madonna tem apreço especial com a plástica. W.E. é belo de se ver, tem excelente direção de arte, só que é preenchido com elegantes cenas vazias emocionalmente.

    Charmoso, mas imaturo, o filme é exageradamente carregado de adereços e maneirismos desnecessários, além de uma trilha sonora gritante e mal aplicada. Sentimentos inerentes ao amor conflituoso, como medo, resignação e solidão são exibidos em sua forma mais ingênua, o que denota a fraqueza do roteiro e a pouca habilidade da diretora em alcançar seus propósitos. Um passo maior que a perna para Madonna.


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