WAKING LIFE

WAKING LIFE

(Waking Life)

2001 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Richard Linklater

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard Linklater

    Produção: Anne Walker-Mcbay

    Fotografia: Richard Linklater, Tommy Pallotta

    Trilha Sonora: Glover Gill

    Elenco

    Adam Goldberg, Caveh Zahedi, Charles Gunning, David Martinez, Ethan Hawke, Julie Delpy, Kim Krizan, Lisa Moore, Louis Black, Louis Mackey, Nicky Katt, Richard Linklater, Steven Prince, Steven Soderbergh, Wiley Wiggins

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Muita gente ainda acredita que desenhos animados são feitos apenas para crianças. Grande engano. Prova mais recente disso é a animação adulta Waking Life, um trabalho experimental escrito e dirigido por Richard Linklater. Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim por Antes do Amanhecer (com Ethan Hawke e Julie Delpy), Linklater dirigiu também o cult sombrio Suburbia, em 1996, e passou pelo circuito comercial com o western romântico Newton Boys – Irmãos Fora-da-Lei. Waking Life é um de seus trabalhos mais difíceis.

    As primeiras cenas enchem os olhos. Utilizando uma técnica mista, o diretor primeiro filmou a ação ao vivo, como em qualquer outro filme convencional, e depois submeteu o material a softwares especiais que deram aos personagens aparência de desenho animado. Outro cineasta – Ralph Bakhsi – já havia utilizado processo semelhante em seus longas produzidos nos anos 70 e 80 (casos de O Senhor dos Anéis e American Pop, por exemplo), mas, na época, obviamente sem o auxílio de computadores. Com cores vibrantes e movimentação atraente, as imagens de Waking Life conquistam a atenção do público, mas não resistem por muito tempo: o texto, chatíssimo e pretensioso, provoca impaciência no mais atento espectador.

    A trama fala de um rapaz que “flutua” pelas ruas da cidade e, pelo caminho, encontra os mais diferentes personagens. Cada um deles terá um longo texto a recitar. São páginas intermináveis de monólogos que abordam da reencarnação ao livre arbítrio, como numa interminável aula de filosofia que pretende decifrar o sentido da vida. Os quase 100 minutos do filme parecem uma eternidade.

    Consciente das dificuldades comerciais de seu produto, a Fox optou por lançá-lo apenas em quatro salas de cinema no País (duas em São Paulo e duas no Rio), preferindo até manter o seu título original – Waking Life – que poderia ser traduzido como “vivendo acordado” ou “vida acordada”.

    Uma curiosidade: Ethan Hawke e Julie Delpy, aqui em formato de desenho animado, repetem os mesmos papéis que fizeram em 1995 no romance Antes do Amanhecer, do mesmo diretor.

    10 de abril de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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