WRONG

WRONG

(Wrong)

2012 , 94 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 02/08/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Quentin Dupieux

    Equipe técnica

    Roteiro: Quentin Dupieux

    Produção: Charles-Marie Anthonioz, Gregory Bernard, Josef Lieck, Nicolas Lhermitte

    Fotografia: Quentin Dupieux

    Estúdio: Agnès b. Productions, Arte France, arte France Cinéma, Backup Films, Canal+, Cine Plus, Drafthouse Films, Iconoclast, Kinology, Love Streams Productions, Realitism Films, Rubber Films

    Montador: Quentin Dupieux

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Alexis Dziena, Arden Myrin, Barry Alan Levine, Eric Judor, Gary Valentine, Jack Plotnick, LeShay N. Tomlinson, Maile Flanagan, Mark Burnham, Price Carson, Regan Burns, Steve Little, Todd Giebenhain, William Fichtner, Zia Harris

  • Crítica

    26/07/2013 10h00

    O diretor francês Quentin Dupieux não é conhecido do público brasileiro. Wrong, seu quarto longa, é o primeiro a entrar em circuito no país. É provável, no entanto, que tenha visto o trailer de Rubber, seu filme anterior, que fez bastante sucesso na internet pelo nonsense – a produção conta a história de um pneu assassino (isso mesmo, um pneu!). Curioso? Clique no título do filme e assista ao vídeo antes de continuar a leitura.

    Como pôde notar, Dupieux não é um cineasta preocupado em pautar-se pela normalidade. O título de Wrong já diz tudo: há algo de errado nesta história e seus personagens. Logo na abertura, vemos um grupo de bombeiros recostados numa viatura enquanto um deles, com as calças arriadas e de cócoras, lê o jornal do dia despreocupado. Próximo, um furgão é consumido pelas chamas. Mais adiante saberemos o que esse veículo tem a ver com a trama.

    Vamos direto daí para a casa de Dolph (Jack Plotnick), nosso protagonista, que está prestes a despertar. A câmera foca seu despertador que marca 7:59. Esperamos o alarme tocar às 8:00. Ele toca, mas às 7:60!. Sim, agora já não resta dúvidas, há algo de surreal e estranho em Wrong.

    Logo que acorda Dolph descobre que Paul, seu cachorro, sumiu. Preocupado, leva um papo kafkiano com o vizinho e outro ainda mais tresloucado com uma atendente de disque-pizza, para onde liga para reclamar do logotipo da empresa – um coelho pilotando uma motocicleta. Para ele não faz sentido, pois se o coelho já simboliza velocidade na entrega, porque colocá-lo sobre uma moto?

    O que isso tem a ver com o sumiço do cão? Nada. Apesar da ambientação mundana em que está inserido - um típico bairro de classe média americano - a trajetória de Dolph e sua busca por Paul é nada menos que bizarra. Não procure lógica ou sentido aqui, apenas embarque na loucura do diretor. 

    A tal atendente da pizzaria concorda tanto com os argumentos de Dolph sobre a logomarca do coelho que resolve abandonar o marido e viver com ele. Na empresa onde Dolph trabalha – mesmo tendo sido demitido há três meses - chove torrencialmente (dentro dos escritórios!). Mas ninguém parece se importa muito com isso.

    Há ainda um jardineiro, incumbido de substituir uma palmeira que misteriosamente se transformou em pinheiro no quintal de Dolph. Conhecemos também uma espécie de guru, Mestre Chang (William Fichtner, de O Cavaleiro Solitário), que vai ajudar nosso herói a procurar seu cachorro desaparecido, apesar de ter sido o responsável pelo sumiço do bicho.

    É melhor não dizer mais nada. Com o trailer de Rubber mais estas informações é possível ter uma ideia do que o espera no cinema. O mundo de Wrong não poderia ser mais agradavelmente estranho. A história é intrigante, tem personagens ótimos e um humor agradável que brota das situações inusitadas.

    Dupieux, por sua vez, conduz com habilidade sua viagem e não deixa o interesse do público esmorecer. Diante de tanta criatividade, a gente fica até com a sensação de que o final poderia ter sido um pouco mais original. Mas até aqui Wrong não é previsível.

    Em tempo: não saia da sala logo que o filme terminar. Rola uma cena no meio dos créditos. E como trata-se de Wrong, ela não quer dizer nada nem acrescenta absolutamente coisa alguma.

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