X-MEN: O CONFRONTO FINAL

X-MEN: O CONFRONTO FINAL

(X-Men: The Last Stand)

2006 , 103 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 26/05/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brett Ratner

    Equipe técnica

    Roteiro: Simon Kinberg, Zak Penn

    Produção: Avi Arad, Lauren Shuler-Donner, Ralph Winter

    Fotografia: Dante Spinotti

    Trilha Sonora: John Powell

    Estúdio: Donners' Company, Dune Entertainment, Ingenious Film Partners, Major Studio Partners, Marvel Enterprises, Thinkfilm, Twentieth Century Fox Film Corporation, X3 Canada Productions, X3US Productions, XM3 Service

    Elenco

    Aaron Pearl, Aaron Stanford, Adrian Hough, Alex Ferris, Anna Paquin, Anthony Heald, Ben Foster, Benita Ha, Bill Duke, Brad Kelly, Brenna O'Brien, Cameron Bright, Cayden Boyd, Chelah Horsdal, Chris Claremont, Clayton Dean Watmough, Connor Widdows, Dania Ramirez, Daniel Cudmore, David Smith, Desiree Zurowski, Ellen Page, Emy Aneke, Eric Dane, Famke Janssen, Haley Ramm, Halle Berry, Hugh Jackman, Ian McKellen, James Marsden, John Pyper-Ferguson, Josef Sommer, Julian Christopher, Julian Richings, Justin Callan, Kea Wong, Kelsey Grammer, Ken Leung, Lance Gibson, Lloyd Adams, Luke Pohl, Makenzie Vega, Mei Melançon, Mi-Jung Lee, Michael Murphy, Omahyra, Patrick Stewart, Peter Kawasaki, R. Lee Ermey, Rebecca Romijn, Richard Yee, Ron Blecker, Ron James, Shauna Kain, Shawn Ashmore, Shohreh Aghdashloo, Stan Lee, Tanya Newbould, Via Saleaumua, Vinnie Jones

  • Crítica

    26/05/2006 00h00

    Novamente está provado: não é necessário nivelar por baixo para fazer um grande filmão estilo comercial. X-Men: O Confronto Final é um dos grandes arrasa-quarteirões da temporada, vem cercado de muita expectativa e é puramente comercial. Nem por isso faz o seu público de tolo. Pelo contrário.
    Temia-se que a saída do diretor Brian Singer do projeto (que havia comandado com sucesso os dois primeiros episódios) pudesse baixar a bola do filme, o que acabou não acontecendo. Bratt Ratner, o novo diretor, carregou para X-Men: O Confronto Final toda a experiência que acumulou com dois primeiros A Hora do Rush e o resultado agrada. Além disso, o roteiro deste terceiro capítulo também mantém o bom nível dos anteriores. Ele é de responsabilidade de Simon Kimberg (roteirista de Sr. e Sra. Smith e Triplo X) e Zak Penn, que havia colaborado no argumento de X-Men 2 e roteirizado Elektra.

    X-Men: O Confronto Final mostra a extrema reação de mutantes e não-mutantes quando o governo dos EUA anuncia que encontrou a "cura" para o código genético "X". Ou seja, a partir de agora, os mutantes já podem ser "curados" de suas mutações. O simples anúncio da nova droga coloca todos em polvorosa: ser mutante, então, seria uma "doença"? Nunca foi segredo para ninguém que a condição de mutante, nos quadrinhos da Marvel, é uma simbologia para os "diferenciais" - positivos e negativos - que o adolescente enfrenta na entrada para o mundo adulto. Inclusive, as cenas iniciais deste terceiro episódio reforçam bem este conceito. Espinhas, mudanças de vozes, jeitão desengonçado (asas?), enfim os "terríveis fantasmas" pré-adolescentes. Por extensão, ser mutante é ser diferente da maioria. Ao anunciar uma "cura", o governo norte-americano incorre num grave erro de julgamento preconceituoso. O próximo passo então seria "curar" o homossexualismo, a hispanidade e a cor negra? Não seria de se estranhar, num país comandado por um presidente que manda construir um muro gigantesco na fronteira com o México. Não por acaso, a certa altura do filme Tempestade (Halle Berry) diz: "Vivemos épocas de trevas e de medo". Esta parte não é ficção.

    Instala-se, então, uma poderosa guerra entre os Mutantes do "bem", comandados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart), e os do "mal", capitaneados por Magneto (Ian McKellen). Não bastasse a gigantesca confusão, emerge das profundezas da morte a bela Dra. Jean (Famke Janssen, lindíssima), que havia "morrido" no filme anterior. O circo está armado. E Bratt Ratner comanda tudo com firmeza e talento. X-Men: O Confronto Final alia um roteiro vibrante - repleto de crítica social e ótimos diálogos (sim, o humor continua em alta) - a cenas de ação de prender nas poltronas tanto os fãs como os não-fãs da franquia. O que mais pode se esperar de um arrasa-quarteirão?

    Um último detalhe: só não acredite no subtítulo "O Confronto Final". Tenha um pouco de paciência, veja os créditos até o finalzinho e saiba por quê.



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