XXY

XXY

(XXY)

2007 , 86 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 29/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lucía Puenzo

    Equipe técnica

    Roteiro: Lucía Puenzo, Sergio Bizzio

    Produção: José María Morales, Luis Puenzo

    Fotografia: Natasha Braier

    Trilha Sonora: Andrés Goldstein, Daniel Tarrab

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Carolina Pelleritti, Germán Palacios, Guillermo Angelelli, Inés Efron, Martín Piroyansky, Ricardo Darín, Valeria Bertuccelli

  • Crítica

    29/02/2008 00h00

    O florescer da sexualidade pode ser abordado de muitas formas pelo cinema, mas este filme - co-produzido entre Espanha e Argentina - encontra uma forma única de abordar um drama desse gênero ao explorar de forma delicada como uma menina de 15 anos é capaz de enfrentar o fato de ser hermafrodita.

    Alex (Inés Efron) vive num povoado de pescadores no Uruguai. Seus pais, Suli (Valeria Bertuccelli) e Kraken (Ricardo Darín, de Nove Rainhas), moravam em Buenos Aires (Argentina), mas, com o nascimento da filha hermafrodita, resolveram mudar-se para o povoado a fim de manter-se longe dos olhos preconceituosos da sociedade. A de XXY ação tem início quando Erika (Carolina Pelleritti), amiga de Suli, viaja ao Uruguai acompanhada por seu marido médico Ramiro (Germán Palácios) e o filho adolescente Alvaro (Martín Piroyansky). A visita da família tem como objetivo definir de vez o gênero de Alex: com os dois órgãos sexuais, ela tem de decidir se quer ser homem ou mulher, escolha concretizada por meio de uma cirurgia.

    Ao invés de explorar o drama que envolve a protagonista por conta da escolha, XXY prefere tratar a situação de uma forma sincera e honesta, abordando os tipos de problemas que qualquer outro adolescente teria: o sexo, a vergonha em relação ao próprio corpo, a insatisfação com a vida. Claro que todos esses problemas são únicos em relação a Alex por conta de sua situação. O filme se passa muito próximo ao mar, onde existem espécies naturalmente hermafroditas, como os cavalos marinhos, como uma forma de aproximar a personagem à "normalidade".

    Todos os dramas do longa são tratados de forma digna, como se os personagens sofressem sempre sozinhos. Por isso, sua boa interpretação é crucial para que o espectador emocione-se de forma quase que involuntária. XXY passa longe de qualquer tipo de sensacionalismo que o tema poderia acarretar e esse é um dos grandes méritos do filme, dirigido por Lucia Puenzo. Tudo é desenvolvido tendo como base a situação psicológica de cada personagem; por isso, são todos muito bem-desenvolvidos, com destaque para a atuação fria e contida de Ricardo Darín, que dá a densidade necessária ao seu papel.

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