Yves Saint Laurent

YVES SAINT-LAURENT

(Yves Saint-Laurent)

2014 , 106 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 24/04/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jalil Lespert

    Equipe técnica

    Roteiro: Jacques Fieschi, Jalil Lespert, Marie-Pierre Huster

    Produção: Yannick Bolloré

    Trilha Sonora: Thomas Hardmeier

    Estúdio: Cinéfrance 1888, SND, Wy Productions

    Montador: Nicolas Ronchi

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adeline D'Hermy, Astrid Whettnall, Charlotte Le Bon, Guillaume Gallienne, Jean-Édouard Bodziak, Laura Smet, Marianne Basler, Marie de Villepin, Nikolai Kinski, Pierre Niney, Ruben Alves, Xavier Lafitte

  • Crítica

    22/04/2014 19h50

    De passagem pelo Brasil para divulgar seu filme no Festival Varilux de Cinema Francês, que ocorreu entre 9 e 16 de abril, o diretor Jalil Lespert se disse "apaixonado por histórias de pessoas que constroem uma carreira de sucesso a partir do zero" (leia entrevista). Por isso decidiu levar a história do gênio da moda Yves Saint-Laurent às telas.

    O designer da alta costura tornou-se mundialmente famoso aos 21 anos quando sucedeu seu empregador, Christian Dior, após sua morte. Ele tem sua vida retratada por Lespert tendo sua história de amor com o empresário Pierre Bergé como fio condutor da trama. O longa abarca o período que vai de 1956 até 1976, concentrando-se na chamada idade de ouro de sua produção e também de sua relação com Bergé.

    Yves Saint-Laurent tem fotografia e direção de arte muito bem trabalhadas, remetendo o público à época retratada e a todo o glamour que permeava o universo da alta costura daqueles tempos. Mas peca ao tratar a vida do estilista de forma superficial e óbvia. Sua ascensão, declínio e o drama que viveu devido aos excessos e envolvimento com drogas são abordados de forma previsível e pouco aprofundada.

    A força do filme está no ator Pierre Ninney, que incorpora o jeito de falar e expressões corporais do estilista de maneira impressionante. Mas todos seus esforços não são capazes de fazer brotar sentimento real dentro da trama. Falta emoção e sobra música alta pontuando momentos-chave, uma tentativa de arrancar a solidariedade do espectador a fórceps.

    A produção também falha ao não conseguir expor claramente porque os produtos da marca YSL foram tão bem-sucedidos. Sim, o estilista revolucionou a moda na época, mas o longa não consegue explicar como. O que vemos são cenas de desfiles bem-sucedidos seguidos de aplausos e elogios.

    Já quando se concentra no homem Yves Saint-Laurent não há espaço para a sugestão, para o silêncio ou qualquer subtexto. Seu comportamento, frustrações, medos e perfeccionismo são simplesmente expostos e nunca subtendidos.

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