ZAZIE NO METRÔ

ZAZIE NO METRÔ

(Zazie Dans le Metro)

1960 , 89 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Louis Malle

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Paul Rappeneau, Louis Malle, Raymond Queneau

    Produção: Jean-François Malle, Louis Malle, Napoléon Murat

    Fotografia: Henri Raichi

    Trilha Sonora: André Pontin, Fiorenzo Carpi

    Elenco

    Alegrina, Annie Fratellini, Antoine Roblot, Arlette Balkis, Carla Marlier, Catherine Demongeot, Christine Howard, Claude Confortès, De Lannoy, Georges Faye, Hubert Deschamps, Irène Chabrier, Jacqueline Doyen, Jacques Dufilho, Jacques Gheusi, Jean-Pierre Posier, Jean-Yves Bouvier, Jeanne Allard, Little Bara, Louis Lalanne, Marc Doelnitz, Max Desrau, Nicolas Bataille, Odette Piquet, Paul Vally, Philippe Noiret, Simone Duhart, Virginie Merlin, Vittorio Caprioli, Yvonne Clech

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Aos poucos, a cidade de São Paulo vai fazendo parte do circuito cinematográfico mundial. Nem que seja com um atraso de mais de 40 anos. Com a inauguração do Unibanco Arteplex e com o grupo carioca Estação assumindo a programação dos cines Belas Artes e Studio Alvorada, mais e mais salas passam a ser destinadas a filmes fora do chamado circuitão comercial. É o caso, por exemplo, de Zazie no Metrô, quarto longa-metragem da consagrada carreira do cineasta francês Louis Malle.

    O filme foi rodado em 1959 e só agora chega por aqui. Tudo gira em torno de Zazie (Catherine Demongeot, cuja carreira não decolou no cinema), uma adolescente interiorana que vai pela primeira vez a Paris. Lá chegando, ela se hospeda na casa de seu tio Gabriel (Phillipe Noiret, o projecionista de Cinema Paradiso) e logo sai em busca de seu sonho juvenil: passear no famoso metrô parisiense.

    Baseado no livro de Raymond Queneau, Zazie no Metrô está longe de ser uma comédia convencional. Com um sabor típico de anos 60, o filme mistura a linguagem estilizada dos desenhos animados com crítica social e toques de um visual que, na época, se convencionou chamar de “psicodélico”. Homenageia o cinema mudo, tenta ser criativo tanto na forma como no conteúdo e já mostra a inquietação e o inconformismo que marcariam a carreira de Malle, na época com 27 anos.

    Para curtir o filme, porém, é necessário um pouco de abstração temporal. Ou seja, é preciso vê-lo sob o prisma do início dos anos 60, deixando de lado a visão crítica dos dias de hoje. Em suma, é um filme que envelheceu, que se utiliza de artifícios técnicos e formais que poderiam até ser interessantes há 40 anos, mas que hoje não conseguem esconder um indigesto sabor de passado.

    Vale mais pelo seu aspecto histórico.

    31 de julho de 2001
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus