Carla Camurati (Exclusivo)

25/05/2009 17h40

Por Da Redação

Como surgiu a idéia de filmar Copacabana?
Sempre tive uma atração muito forte pelo bairro, que considero um lugar ótimo para se viver. Durante um tempo, observei que Copacabana tem uma concentração muito grande de idosos, convivendo em harmonia com toda a agitação urbana atual. Daí, passei a ter vontade de fazer um filme sobre a velhice e que tivesse de pano de fundo o bairro.

Quais são suas expectativas para o lançamento de Copacabana?
Procuro não criar expectativas, o que tenho são desejos. E o meu grande desejo é que o filme agrade e divirta as pessoas, porque este é meu objetivo, criar uma sintonia com o público.

Como foi seu relacionamento com a equipe do filme?
Uma característica minha é ser sempre fiel a minha equipe. Gosto de trabalhar sempre com as mesmas pessoas, obviamente profissionais competentes no que fazem. Isto inclui também o elenco, formado por ótimos atores e atrizes. Trabalhar como os melhores ajuda muito no desenvolvimento, pois um filme é um trabalho de equipe.

Como você vê o atual momento do cinema nacional?
Acho que estamos vivendo um momento muito bom, que estamos caminhando pra frente em virtude da diversidade. Espero que as coisas continuem assim e se façam outras leis de proteção ao cinema nacional. As Leis de Incentivo à Cultura estão dando uma força, mas é preciso mais, porque é difícil competir com uma indústria como a americana e o mercado brasileiro atrai muito a atenção dos grandes estúdios. Então, o que ocorre é uma concorrência forte e desigual.