Cesar Charlone (Exclusivo)

25/05/2009 17h40

Por Da Redação

Quando você pensou que essa história acontecida no Uruguai poderia ser transformada num filme?
Quando entrei já existia como roteiro de filme, feito pelo Enrique (Fernández). Na minha entrada, demos uma afinada no roteiro e partimos para uma co-direção total.

Como se deu o processo de escolha do elenco, formado por atores mais conhecidos pelo trabalho em teatro?
Não tinha dúvidas que Cesar Troncoso devia ser o Beto. Encontrar uma atriz para Carmen nos deu mais trabalho, tínhamos várias excelentes opções, fizemos vários testes e, no fim, foi Virginia Ruiz a escolhida. O Nelson Lence foi o mais trabalhoso, ele era visto como ator cômico e longe do personagem. Poucos dias antes de começar, fizemos um teste bem diferente com ele e conseguimos tirar (com uma grande ajuda do Chris Durvort, preparador de atores) o que queríamos.

Como foi essa sua estréia como diretor de um longa-metragem?
Tranqüila. As passagens por Cidade dos Homens e dez anos de comerciais e videoclipes me deram uma boa base. Fora as lembranças da minha infância, vendo meu pai dirigir teatro.

Você pretende dirigir um longa que se passe no Brasil?
Gostaria muito. O Banheiro do Papa este se passa "na fronteira", estou quase aqui.

Você vê semelhanças culturais entre esse povoado retratado no filme e o brasileiro?
Todas. É uma historia latino-americana, bem "nossa". Pena que não seja tão freqüente a presença de filmes de "vizinhos" em nossas telas.