Clarah Averbuck (Exclusivo)

25/05/2009 17h40

Por Da Redação

O que você pensou no momento em que ficou sabendo que seu livro viraria filme?
Quando o Murilo (Salles, diretor do longa) me mandou um e-mail, eu estava pobre, morando de favor no apartamento vazio de um fã. Comia em lanchonetes que oferecial internet de graça para pegar e-mails. Aí, chegou uma mensagem dele dizendo que queria comprar os direitos do meu livro. Achei que era piada. Depois, ele me ligou e vi que era sério. Sempre rola um medo do equívoco, já tive uma péssima experiência com adaptação, mas o Murilo realmente mergulhou na obra toda por muito tempo e sacou a alma da coisa.

Você conhecia o trabalho de Murilo Salles?
Tinha visto Como Nascem os Anjos, mas mal lembrava. Mas só dele me dizer que tinha comprado os direitos do Pergunte ao Pó para fazer filme (não deu certo, foi na época que o Collor acabou com a Embrafilme), já ganhou a minha simpatia. A minha Camila até acabou virando Camila Lopes em vez de Chirivino...

Você chegou a acompanhar a produção do filme em algum momento?
Não, só mexi no roteiro.

O que você achou do filme, como espectadora e como "mãe" da obra que o originou?
Adorei o filme. Foi um longo processo, mas resultou num filme lindo. A espinha dorsal é o Máquina de Pinball: garota dando sangue para escrever em São Paulo, mas mas tem muitas outras situações que ele tirou do blog e uma cena do Vida De Gato. Deu tudo certo.

Você pretende escrever para cinema? Existe algum projeto nesse sentido?
Sei lá, talvez. Tenho umas idéias para adaptar algumas coisas minhas, mas penso mais em curtas-metragens. Escrevi um roteiro para uma série da MTV junto com o diretor, Guilherme Coube, e gostei da experiência. Mas, pra eu encarar o roteiro de um longa, teria que ser realmente legal. Quer dizer, é uma coisa que consome tempo e energia e eu quero usar meu tempo e energia para escrever e tocar.