Danni Carlos (Exclusivo)

02/10/2009 18h43

Por Angélica Bito

Conhecida por seus projetos musicais, Danni Carlos saiu do reality show A Fazenda um pouco mais famosa. Se no programa de TV ela revelava seu lado mais pessoal, em Quanto Dura o Amor?, Danni mostra seu lado atriz. O filme de Roberto Moreira traz a cantora não somente sobre um palco, terreno conhecido dela, mas também atuando. E Danni não faz feito: segura bem o papel de coprotagonista, experimentando por meio de sua personagem extremamente intensa cenas envolvendo drogas e bissexualidade. Conversamos com a cantora e atriz sobre esta sua estreia no cinema:

Como você chegou ao projeto de Quanto Dura o Amor??
Foi um encontro inusitado porque eu não estava programando fazer o filme e estavam procurando alguma atriz para fazer a Justine. Em seis meses fazendo muitos testes, a produção não conseguiu encontrar a pessoa e de repente o Luciano Patrick, um dos produtores executivos do filme, me viu na TV tocando em algum programa e percebeu que a Justine estava ali na televisão. Ele comentou isso com o Roberto [Moreira, diretor], fizeram um teste comigo e passei. Estava numa fase bacana, aberta a coisas novas, e rolou. Fiquei super contente quando soube que passei!

Você também fez outros trabalhos em atuação...
Sim, mas cinema dá um medo especial...

Por quê?
Porque é cinema... Já fiz televisão e se você errar é possível parar, voltar, o processo de pesquisa é desenvolvido junto. A noção de tempo da novela é mais real, o personagem vai se transformando, você não tem de construir uma linha de existência do começo ao fim em tão pouco tempo. O filme só tem um caminho para fazer, um único gráfico emocional para construir em muito pouco tempo. Acredito que a interpretação também muda.

O fato de ser uma personagem cantora te ajudou nesse processo de construção?
Não se facilita porque vou ter de pensar em como ela fará quando não estiver cantando, né? Mas aproxima e isso é bom. Gosto muito de cantar, então foi bom que ela cantasse também.

Fora do palco, tem vários temas complicados envolvendo a Justine: uso de drogas, bissexualidade... Como você encarou isso tudo na sua estreia em cinema?
Eu gostei! Acho que não foi complicado, foi emocionante, divertido.

O Roberto comentou que os atores contribuíram muito, especialmente nos diálogos, embora o roteiro já estivesse pronto. Como foi esse diálogo seu com o roteiro?
Foi muito gostoso. O Roberto é tão generoso nesse sentido, fez com que todos se aproximassem de uma natureza que fosse confortável para cada um. Cantar Radiohead, por exemplo, adoro Radiohead. A gente fazia reuniões para conversar sobre o que fosse confortável para cada um, se aproximasse da natureza. Foi assim também com a música. O Lívio [Tragtenberg], que fez a música, era muito aberto. Existia um jogo de cintura de todo mundo para que todos ficassem satisfeitos.

As versões das músicas que a Justine canta são suas?
Fiz junto com o Livio, fomos tocando juntos, sentindo. Vinha com propostas e algumas foram ficando, ele ia colocando detalhes... Foi um trabalho de equipe bem gostoso.

Você pretende de seguir atuando?
Resta saber se o cinema pretende seguir comigo!

Você teve propostas neste sentido, especialmente depois dessa fama toda repentina [por causa do reality show A Fazenda]?
Ainda não, mas acredito que possa acontecer como foi neste filme, não programei. Espero que aconteça outra vez e que seja gostoso como foi este trabalho. Quem sabe não aparece uma coisa boa assim de novo, né?

Também conversamos com as atrizes Maria Clara Spinelli, Sílvia Lourenço e com o diretor do longa, Roberto Moreira.