Entrevista Guardiões da Galáxia: Falamos com Dave Bautista, o Drax

Ator falou que gostaria de ver, daqui a 30 anos, as pessoas tratarem seu filme como tratam Star Wars hoje
30/07/2014 10h30
por Daniel Reininger
Drax de Guardiões da Galáxia

Dave Bautista é Drax, uma das maiores surpresas do ótimo Guardiões Da Galáxia, novo filme da Marvel que estreia nesta quinta-feira, 31. O longa chega para ampliar o universo dos Vingadores em direção ao espaço, e o ator é um dos protagonistas alienígenas da produção, o que lhe rendeu mais de cinco horas por dia na sala de maquiagem. Diferente do esperado, o personagem não é simplesmente o cara durão capaz apenas de empolgar na hora da ação, ele é também um dos mais engraçados e cativantes da produção.

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Aos 45 anos, Dave é bastante conhecido como ex-fisiculturista e lutador de luta livre e MMA. Nascido em Washington DC, Bautista teve uma juventude conturbada antes de se dedicar ao esporte. Fã de quadrinhos e Star Wars, apareceu em diversos programas de TV, muitas vezes como ele mesmo, antes de entrar de cabeça na carreira de ator. Confira nossa entrevista exclusiva com o cara:

Dave, recentemente você fez Riddick 3 e agora Guardiões da Galáxia. É uma coincidência ou você realmente gosta de filmes de ficção científica?

Foi uma coincidência, apesar de amar sci-fi. Os dois filmes são muito diferentes, a única coisa em comum é a presença de Vin Diesel, claro. O engraçado é que você esperaria que um filme como Guardiões tivesse uma pressão enorme no set, enquanto Riddick seria mais tranquilo, porém foi ao contrário. O set de Riddick era muito mais sério, sombrio. Enquanto que no caso de GDG, James Gunn encorajava a diversão, ele queria que todos curtissem estar ali e dessem risada. O clima era ótimo o tempo todo.

Muita gente tem falado que o filme é o novo Star Wars. Você concorda?

Eu ouvi muito isso, mas não concordo, afinal existem muitas diferenças, principalmente os protagonistas. Não temos um Luke, por exemplo. Entretanto, amo quando as pessoas me dizem que daqui a 30 anos elas vão olhar para Guardiões da Galáxia e ter a mesma reação que temos hoje com Star Wars. Vão colecionar memorabília, action figures, ter todos os filmes da série e discutir sobre eles. Isso me deixa muito animado e seria ótimo ver isso acontecer.

Você é fã de histórias em quadrinhos, certo? Como foi sua reação quando ficou sabendo que conseguiu o papel?

Sou sim e por isso foi uma sensação indescritível, não acreditava na sorte que tive! Estava aterrorizado que eles pudessem mudar de ideia antes de começarmos a filmar. Foi um grande momento e estou muito feliz de participar desse filme.

Conheça Drax:

Drax é uma grande surpresa. Ele não tem apenas um ótimo visual, mas também tem profundidade e é muito engraçado. Foi isso que o atraiu nele?

Exatamente! O fato de Drax ser muito mais do que aparenta foi o que me deixou interessado no papel. Ele não é só o cara forte capaz de grandes cenas de ação, ele tem um senso de honra muito forte, além de sentimentos profundos pela família que perdeu. O melhor de tudo é que ainda pude fazer as pessoas rirem. O personagem tinha muitas camadas e isso me inspirava a trabalhar cada vez melhor. Foi ótimo.

Como você se preparou para viver o personagem?

Não fiz muita coisa. Apenas procurava saber minhas falas, ser o mais profissional possível e estar pronto para qualquer coisa. Trabalhei também com meu treinador de atuação, que basicamente dizia para eu me divertir enquanto trabalhava com os grandes atores que dividiram o set comigo, como Chris Pratt (Senhor das Estrelas). Quando se tem uma equipe como essa, você quer dar o seu melhor e esse foi o diferencial para mim desde o começo.

E como foi trabalhar com o diretor James Gunn? Ele deixava vocês improvisarem?

James é ótimo, ele sempre deixa o set com um clima tão leve que te dá confiança. Ele incentivava bastante a improvisação e mais de uma vez os diálogos que criávamos nos ensaios foram usados no filme. Ele realmente queria que entrássemos no personagem e quando algo ficava legal, pedia para tentarmos repetir aquilo na hora de gravar. E funcionou muito bem.

A transformação física que você tinha que enfrentar a cada dia facilitou para entrar no personagem?

Sem dúvida. Facilita para imaginar um mundo completamente distinto do nosso quando você não aparenta mais ser você mesmo. E não é apenas uma fantasia, é todo um trabalho visual que demorava horas. Enquanto sentava na cadeira do maquiador, já começava a me sentir na pele de Drax e quando colocava a lente de contato já estava no clima. Foi ótimo, apesar de tudo parecer grudento enquanto estava com aquilo da cintura pra cima (risos).

As críticas especializadas foram esmagadoramente positivas, o filme realmente surpreendeu a todos. Vocês esperavam por isso?

A gente esperava que as pessoas gostassem, estávamos muito confiantes, porém críticas são opiniões e opiniões tendem a variar. Foi uma surpresa as opiniões estarem tão parecidas e positivas. Entretanto, GDG é espetacular, ousado e deixa claro que é possível fazer grandes filmes a partir de ideias tão diferentes como essa.

Veja o trailer do filme:

Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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