Garret Dillahunt (Exclusivo)

22/10/2009 16h18

Por Da Redação

O nome de Garret Dillahunt parece até estrangeiro, mas ele nasceu na Califórnia (EUA) e chegou a estudar jornalismo, mas é como ator que resolveu ganhar a vida. Depois de alguns papéis na TV norte-americana, ele estreou no cinema num papel pequeno em Last Call. Depois de mais papéis em seriados, Dillahunt conseguiu um personagem em Onde os Fracos Não Têm Vez, filme dos irmãos Coen que foi um dos maiores destaques do cinema norte-americano em 2007. Em A Última Casa, Dillahunt interpreta Krug, um vilão cínico e extremamente violento. A Universal Pictures nos cedeu uma entrevista exclusiva com o ator, que fala sobre o remake de Aniversário Macabro (1972), que já está disponível em DVD no Brasil.

Você é um fã de Wes Craven [diretor e roteirista de Aniversáro Macabro, além de produtor deste filme]?
Sempre fui um grande fã de Wes Craven! Ele está na minha lista mental de pessoas com as quais sempre gostaria de trabalhar.

Quando você o conheceu?
Conheci antes de começarmos a filmar por que ele tinha de dar a última palavra em relação à aprovação do elenco.

Além da oportunidade de trabalhar com Craven, o que mais o atraiu para este projeto?
Para mim, sempre interessa a história, independente do gênero.

E o que você sabia sobre Dennis Iliadis?
Não muito, mas ele me viu em O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford. Estava cético em relação a ele até assistir a Hardcore [o outro filme dirigido por Iliadis], achei o filme incrível. Ele consegue lidar muito bem com cenas daquele filme que são perturbadoras, então soube que ele poderia fazer este filme. Não sei o que ele viu em mim para me escalar como Krug, mas estou feliz por ter feito isso!

Como ele é dirigindo?
Acho que demorou um tempo pra nos descobrirmos, mas realmente gostei de trabalhar com ele. Dennis gosta de ensaiar, fizemos por uma semana antes de filmar e foi bom. Ele tornou o roteiro melhor e, consequentemente, o filme.

Você pesquisou o comportamento de serial killers para atuar em A Última Casa?
Sim. Mas, na minha opinião, Krug não é um serial killer, mas sim o que é chamado de spree killer.

Qual a diferença?
O spree killer deixa evidências de seus crimes por que sabe que sera pego e, de alguma forma, ele quer que isso aconteça. Jrug é o tipo de pessoa que queima de forma brilhante e depressa.

Você assistiu ao filme original para se inspirar?
Sim. Gostei, mas fiquei mais restrito ao nosso roteiro para me preparer para o papel.

Qual a diferença entre Krug e o vilão na versão de 1972?
Os tempos mudaram e queria que meu personagem fosse mais como um homem raivoso, sem a influência de drogas. Além disso, seu lado paternal é mais explorado neste filme.

Krug deve ser um dos personagens mais horríveis que você já interpretou…
Sim, mas me sinto mal por ele. Conheço pessoas raivosas e o que ocorreu em suas vidas para que elas ficassem daquele jeito, não tão extremo quanto Krug.

O que fica mais trágico, se pensarmos que ele tem um filho...
E é um menino bom que, apesar de Krug, tenta ser normal, fazer o que é certo, então é trágico que ele não tenha um pai apropriado

Parece que, como ator, você gosta de se desafiar em personagens muito diferentes, indo de um extremo a outro...
Sim, mas eu acho que é isso que devemos fazer, como atores: um dia você é o rei, no outro o mendigo. Existe um sentimento de realização se consigo afastar o personagem o máximo que posso de mim mesmo e do anterior que interpretei. Isso é importante para mim.

Quando você pensa num vilão que o impressionou nas telas, qual vem à mente?
Gosto muito do vilão de Terra de Ninguém, do Terrence Malick, é, um serial killer muito interessante.

Como foram as filmagens da África do Sul?
Filmamos lá por dois meses e foi divertido. Para mim, a parte mais desafiadora foi seguir focado durante aquele tempo, exercitando o poder mental.

Qual foi a cena mais difícil?
A cena de estupro com Sara Paxton, mas mais num aspecto logístico do que na atuação em si. Minha principal preocupação era ter certeza que ela estava o mais confortável possível, mesmo sabendo que era horrível o que ocorria com a personagem.

Como era a energia durante as filmagens, especialmente por que vocês estavam trabalhando num filme de terror, com momentos bastante intensos?
Tivemos sorte com este grupo de pessoas porque todos eram bem humorados, até fazíamos piadas!

O que faz de A Casa do Lado diferente de outros filmes de terror que estão por aí?
Alguns desses filmes são como videogames, os vilões não parecem reais, mas este filme é diferente porque você realmente torce para que os caras bons sobrevivam.

Quais são seus filmes favoritos do gênero?
Gosto de filmes como O Exorcista, O Bebê de Rosemary e A Troca (1980).

Que tipos de pessoas o assustam na vida real?
Os caras que falam alto não me assustam, mas os quietos sim, eles são como cobras.