Halle Berry: em visita ao Brasil, atriz fala do thriller Chamada de Emergência

Atriz interpreta operadora do 911 americanos em thriller dirigido Brad Anderson

12/04/2013 02h25

Por Roberto Guerra

Foto: Christian Rodriguez

Halle Berry posa para fotos no Copacabana Palace

Grávida de três meses de seu segundo filho a atriz Halle Berry fez sua primeira visita ao Brasil para divulgar o longa Chamada de Emergência no qual vive uma operadora do serviço de emergência (911) que tenta salvar a vida de uma adolescente em perigo, interpretada por Abigail Breslin. A atriz conversou com o Cineclick e revelou detalhes do thriller que estreia nesta sexta-feira (12) no país.

Halle, sua personagem é uma operadora do 911 de Los Angeles. Você tomou contato com esses profissionais para compor sua personagem?
Sim, frequentei durante um tempo call centers do atendimento de emergência. Vi essa pessoas trabalhando e ouvi muitas gravações de ocorrências. O trabalho deles é muito difícil. Descobri que 80% dos que fazem o curso não são aprovados. Entre os que conseguem se formar, 30% abandonam a atividade nos primeiros três meses. A Jordan, no filme, comete um deslize profissional que a deixa atormentada depois. Mas no dia-a-dia desses profissionais não há espaço para erro. Eles tem emoções, sentimentos como a gente, mas sabem como controlar isso na hora do trabalho. Eu sou uma pessoa muito emotiva, muito sentimental. Isso me ajuda no trabalho de atriz, mas não funcionaria num call center do 911.

Quando você se depara com um roteiro que verdadeiramente te interessa, como o de Chamada de Emergência, qual seu primeiro passo para achar o tom do personagem?
Eu procuro sempre fazer as melhores escolhas em meu trabalho. Às vezes a gente acerta às vezes não. Altos e baixos fazem parte da carreira de todo artista. Acho que não existe uma atriz que sempre esteve por cima ou que sempre esteve por baixo. Acho que o segredo é você ter capacidade de encarar isso e dar a volta por cima. Cada trabalho é um trabalho e o método que uso difere muito de personagem para personagem. No caso de Chamada de Emergência só conhecia o universo desses profissionais por ter usado o serviço. Um anos antes de ser convidada para fazer o filme, liguei para eles porque estavam tentando invadir minha casa. Fui muita bem atendida. Então para fazer o filme fui conhecer a rotina deles, o que pensam, como vivem?

Foi difícil fazer um filme thriller, protagonizar cenas de tensão, tudo isso na frente de um computador, sem estar no mesmo ambiente em que os outros personagens?
Sim, isso foi um desafio. Mas o roteiro do filme estava bem fechado então sabia exatamente o que deveria estar sentindo, o que estava acontecendo a cada momento. Sempre fui me orientando pelo roteiro, pelas descrições da vivência da personagem. Foi desafiante, mas também estava muito bem orientada nesse sentido. Não havia espaço no roteiro para que pudesse ficar desorientada ou insegura nas minhas ações.

Você costuma ficar satisfeita quando se vê na tela ou é autocrítica e sempre acha que poderia ter feito melhor?
Acho que todo mundo sempre acha que poderia ter feito melhor, né? Não me cobro muito nem fico estressada com isso, mas sempre observo uma coisa aqui outra ali que acho que poderia ser melhorada. Acho que essa cobrança, se não for exagerada, é bem-vinda porque é isso que ajuda a gente melhorar como profissional. E eu sempre estou procurando fazer melhor.