Heitor Dhalia (Exclusivo)

25/05/2009 17h40

Por Da Redação

O que te levou a querer transformar essa obra do Lourenço Mutarelli em filme?
Porque me identifiquei com o livro, com a prosa fresca e criativa do Lourenço. E também porque gosto de bunda (risos).

O Cheiro do Ralo foi realizado com um orçamento muito menor do que o previsto. Que tipo de cortes você deve de fazer para concretizar o projeto?
Nossa grande opção foi filmar tudo num mesmo cenário, um galpão da Mooca, onde montamos a loja do Lourenço.

O livro de Lourenço Mutarelli não é tão carregado de humor negro quanto o filme. Essa escolha de rumo foi proposital? Por quê?
Como o livro já é pesado, no filme eu não quis sublinhar esse peso. Optei por usar o humor, ainda que negro, para estabelecer pontes com o espectador.

Como foi participar do Festival de Sundance, a principal vitrine do cinema independente mundial? Como foi a recepção do filme entre o público e imprensa de lá?
Foi maravilhoso. Sentimos que o filme se comunica bem com qualquer público, mesmo estrangeiro, talvez por causa de temas como a solidão e as dificuldades de amar que todos vivemos.

O que você fez em seu primeiro filme e preferiu evitar em O Cheiro do Ralo?
Os dois filmes dialogam entre si e falam de solidão, mas em Nina eu deixei a morte vencer. O Cheiro do Ralo é mais maduro, ganhou um humor necessário.

O Cheiro do Ralo tem sido bastante premiado nos festivais por onde tem passado. Isso se reflete nos seus próximos projetos, se é que eles já existem? Como e quais são?
Trabalho em dois projetos: À Deriva, em parceria com a O2 e a Focus Films; e outro, uma ficção sobre a ocupação brasileira no Haiti, ainda em fase de roteirização.

Veja especial sobre Nina, o filme anterior de Dhalia.

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