Kuno Becker

25/05/2009 17h40

Por Livia Brasil

Eduardo Kuno Becker Paz é um jovem ator promissor, mais conhecido por seus trabalhos em televisão. Nascido em 14 de janeiro de 1978 na Cidade do México, estreou no cinema no filme Aos Olhos de uma Mulher (2003), ao lado da atriz Cecilia Roth (Tudo Sobre Minha Mãe). No mesmo ano, Becker teve Antonio Banderas como companheiro de cena no longa-metragem Imagining Argentina. O reconhecimento internacional veio por meio do filme Gol!, no qual interpreta Santiago, um jovem sonhador que quer ser jogador de futebol. O longa faz parte de uma trilogia. Em Gol 2: Vivendo o Sonho, como o próprio título já diz, seu personagem vê seu sonho realizado ao tornar-se o jogador mais famoso do clube espanhol Real Madrid. O Cineclick participou de uma entrevista coletiva via satélite com Becker, na qual ele falou sobre a produção. Confira o resultado:

Como foi atuar ao lado de grandes nomes do futebol, como Ronaldo e David Beckham?
Foi incrível trabalhar com tais jogadores. Dessa forma, pude perceber que são pessoas simples, como qualquer outra. Estar ao lado desses jogadores tornou-se a experiência mais incrível que já tive.

Você se baseou em alguma pessoa específica para criar o seu personagem?
Eu não me inspirei em ninguém ou nenhum jogador em especial para criar meu personagem. Para ser mais específico, foi como se tivesse juntado pedaços de vários jogadores, misturado tudo e criado Santiago. Mesmo por que, há uma diferença muito grande na personalidade do meu personagem no primeiro e no segundo filme. No primeiro ele é um garoto inocente, cheio de sonhos. No segundo é obrigado a amadurecer rapidamente e viver a realidade de ser o melhor jogador do mundo. Para isso, foi necessária uma mudança de dentro pra fora, me baseando em vários jogadores de futebol.

Qual foi o maior desafio de interpretar Santiago?
Cada personagem é sempre um grande desafio. É justamente esse o prazer do meu trabalho, é o que amo. Porém, com Santiago a maior dificuldade foi justamente a parte física. Tive de treinar muito, me preparar fisicamente para correr um bom tempo durante as cenas. Também tive de aprender a jogar futebol com um profissional.

Então você nunca sonhou em ser um jogador de futebol?
Eu não jogava futebol quando era criança, era muito ruim. Por isso gostei do desafio desse personagem, tive de mudar minha idéia sobre o esporte. Agora amo futebol, principalmente o brasileiro, me sinto orgulhoso toda vez que vejo um jogo. Sempre torço pelo Brasil, com Ronaldo, Roberto Carlos. Porém, tenho uma visão diferente sobre tudo isso. Respeito muito o trabalho desses grandes jogadores, mas não me considero como um fã que costuma tratá-los como deuses. São excelentes profissionais, mas são seres humanos.

Qual a emoção de atuar em um estádio de futebol lotado, no meio de grandes ídolos?
Várias cenas foram filmadas nos estádios com um público de verdade. Geralmente filmávamos antes, durante e depois dos jogos reais que estavam acontecendo com o Real Madri. Foi incrível estar ao lado dessas pessoas, ver os fãs do esporte gritando por seus ídolos. Afinal, eu estava no meio de um grande time. A energia era incrível, jamais conseguiria descrever.

Você não tem receio de receber o estereótipo de ator que só faz filmes de futebol?
Não me preocupo com o estereótipo que o filme pode trazer, ser conhecido apenas como o ator de Gol!. Não posso controlar como as pessoas me vêem, mas esse é o meu personagem. Com certeza é um desafio que terei de lutar para alcançar, fazer com que me vejam de forma diferente. Quero estar sempre mudando, buscando outros trabalhos. Acho que dessa forma conseguirei desvincular minha imagem do futebol.

Você tem algum ídolo com o qual gostaria de trabalhar?
Há vários ídolos com quem eu gostaria de trabalhar, mas não necessariamente pessoas famosas. Gosto de trabalhar com profissionais que amam o que fazem e são muito talentosos, porém ainda não tiveram a chance de terem seus talentos reconhecidos. É isso que eu pretendo fazer, trabalhar ao lado dessas pessoas.

Qual a repercussão que você espera atingir com Gol 2: Vivendo o Sonho no Brasil, o país do futebol?
Honestamente, não faço nenhum filme pensando na repercussão que ele possa trazer. Minha única preocupação é fazer com que as pessoas sintam o personagem, se envolvam com ele e com a trama do longa-metragem. Nunca espero muito, mas obviamente quero que seja bem-sucedido, que leve as pessoas para o cinema. Não trabalho por resultados, amo meu trabalho e faço por prazer.