Lúcio Mauro Filho vai se dedicar ao cinema com fim de A Grande Família

Ator faz seu segundo trabalho com dublador em Amazônia e prepara longa de terror

27/06/2014 13h05

Por Roberto Guerra

Lúcio Mauro Filho

Lúcio Mauro Filho: "A comédia é e sempre será minha casa"

Não é a primeira vez que o ator Lúcio Mauro Filho experimenta a dublagem. Ele fez a voz do protagonista da animação Kung Fu Panda em 2008 e na sequência de 2011. Agora volta a emprestar sua voz para Castanha, o simpático macaco-prego estrela do longa Amazônia, que estreia nesta quinta-feira no país.

"A ideia de colocar voz no macaquinho foi uma ousadia num filme que já estava pronto, mas deu outra possibilidade dramatúrgica para a história, criando uma aproximação inevitável com o público infantil e multiplicando os espectadores. Fiquei com um baita medo de estragar tudo", diz o ator à reportagem do Cineclick.

Amazônia abriu o Festival do Rio de 2013 em exibição sem diálogo ou narrativa em voz-off, valendo-se apenas das imagens das aventuras e desventuras do macaquinho. Nesta versão que chega aos cinemas, o simpático símio e suas peripécias na floresta são narradas em primeira pessoa por Lúcio Mauro.

"O Castanho é puro, ingênuo. Foi criado na cidade grande, então é um forasteiro, um caipira na grande cidade dos bichos, que é a floresta. O macaco é tão bom ator que precisei fazer muito pouco, na verdade", brinca. Ele conta que, a pedido do roteirista Luiz Bolognesi e dos produtores Caio e Fabiano Gullane, gravou o texto sem acompanhar as cenas simultaneamente.

"Achei um risco a proposta, uma maluquice. A ideia era fazer uma coisa mais pura, menos elaborada. Quando fui para o estúdio foi sem a preocupação normal da dublagem, da sincronia. O que fiz foi me agarrar às palavras, fazendo algo autêntico e ingênuo. Foi uma experiência única", avalia.

Da comédia ao terror

Com o fim da série A Grande Família, Lúcio Mauro pretende dedicar-se ao cinema. E não só em frente às câmeras. O ator está finalizando o roteiro de um longa cujo título não revela. "É um trocadilho que não posso perder, então prefiro não contar agora para não me roubarem a ideia". Ele adiante que não vai dirigir o filme, mas que pode atuar.

"Não vou dirigir por incapacidade mesmo. O negócio é sofisticado, com efeitos especiais, é complexo; um misto de suspense e terror espírita. Não vou me arriscar. É um filme muito dinâmico e quero trabalhar com um diretor bacana, que esteja alinhado comigo. Minha estreia como diretor será mesmo com uma comédia, onde me sinto mais seguro. A comédia é e sempre será minha casa."

* Leia também: Crítica de Amazônia.