O Exótico Hotel Marigold 2: "Tínhamos uma história para contar", diz diretor

John Madden apresentou na noite de abertura do CinePE seu trabalho mais recente
05/05/2015 17h46
por Edu Fernandes
O cineasta John Madden

"É uma honra e um privilégio trazer meu filme para esse cinema", declarou o diretor inglês John Madden (Shakespeare Apaixonado) na noite de abertura do festival CinePE. O evento que segue em Recife até o dia 8 de maio teve suas atividades iniciadas com a sessão de O Exótico Hotel Marigold 2, cuja estreia comercial se dá em 7 de maio.

Na sequência, voltamos ao simpático hotel para idosos no meio da Índia. Novos conflitos são estabelecidos entre os personagens já conhecidos do público, mas existe a presença de Guy Chambers (Richard Gere, de Amelia), que se hospeda com o pretexto de encontrar paz para escrever um romance. Sonny (Dev Patel, de Chappie) desconfia da identidade do novo morador e acredita que ele seja um avaliador disfarçado.

+ Leia a crítica de O Exótico Hotel Marigold 2

Em sua agenda movimentada pelo Brasil, que incluía programas turísticos para o cineasta interessado em conhecer o país, Madden conversou com a imprensa local e concedeu entrevista exclusiva ao Cineclick.

O que o fez voltar ao Marigold?

John Madden - No caso de O Exótico Hotel Marigold 2, eu sempre pensei nele mais como uma continuação do que fazer o mesmo filme novamente. Nós descobrimos que tínhamos uma história para contar, porque o primeiro filme é o começo de tudo, não o fim. Aí usamos o casamento de Sonny como uma estrutura para o roteiro.

O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD 2


Sua experiência com seriados televisivos ajudou na criação de uma sequência?

John Madden - Com certeza. Culturalmente no Ocidente, especialmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, a televisão usa formas narrativas longas. Nelas, a plateia se envolve e colabora com a história. O nascimento da ideia se dá na mente e se desenvolve, se aprimora, cria nuances com o tempo.

Como se deu a decisão de criar um novo personagem para o universo já estabelecido?

John Madden - Equilibrar as novas histórias foi desafiador. Os personagens são um grupo, eles moram no mesmo lugar e queríamos uma nova presença. Em todos os personagens antigos, ainda estamos descobrindo quem eles são e percebemos que se alguém novo entrasse no hotel, seria uma figura estranha. Paradoxalmente, quando Guy chega no meio do caos, ninguém presta muita atenção.

Richard Gere sempre foi a primeira opção para o papel?
John Madden - No começo, o personagem não era do Richard Gere, porque a gente não sabia se seria um homem, uma mulher, um americano ou um inglês – podia ser qualquer coisa. No final da concepção do roteiro é que decidimos por um homem e pensamos em ideias interessantes de atores. Richard foi escolhido por três razões: ele gosta da Índia, ele ama o primeiro filme e ele quer trabalhar em produções independentes.

Qual era sua expectativa de apresentar o filme no Brasil?

John Madden - Eu sinto que a Índia tem muita afinidade com o Brasil. O jeito relaxado das pessoas, aberto a novidades e a festividade criam um ambiente parecido. Então eu tinha isso em mente, mas não sabia o que esperar. Eu estava feliz porque soube que o primeiro filme foi um sucesso por aqui – um desses mistérios inexplicáveis. No final, foi uma sessão muito especial.

Veja o trailer:

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