Vin Diesel (Exclusivo)

11/08/2009 14h50

Por Da Redação

Vin Diesel tornou-se mundialmente conhecido após estrelar Velozes e Furiosos, em 2001. Com o sucesso, o longa de Rob Cohen ganhou mais três sequências, tendo a última, lançada em 2008, arrecadado mais de US$ 340 milhões no mundo. Em entrevista à Universal Home Vídeo, concedida com exclusividade ao Cineclick, o astro fala sobre ter produzido Velozes e Furiosos 4 e confirma que, se houver mais um filme, ele estará dentro. Confira a entrevista:

O que o convenceu a voltar à franquia?
A Universal fez uma oferta irrecusável. Jeffrey Kirschenbaum (produtor executivo) pediu para fazer uma participação especial no terceiro filme, Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio. Ele disse que, se eu aceitasse, poderia produzir o próximo filme, com os elementos que estavam em minha mente, uma continuação do primeiro. Foi isso que me pegou!

Como foi essa participação?
Foi importante porque percebi que os fãs de Velozes e Furiosos queriam que Dominic Toretto voltasse. Então, eu tive de voltar.

Olhando para sua carreira, parece que você é cuidadoso ao participar de sequências...
Sim, sou conhecido por ter muito cuidado com roteiros e não voltar para franquias.

Você considerou a possibilidade de dirigir Velozes e Furiosos 4?
Não, porque já estava satisfeito em produzir e Justin Lin (o diretor) fez um grande trabalho com a tecnologia no terceiro filme. Ele realmente ganhou experiência com Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio e provou que estava pronto para a tarefa monumental de continuar a tocar a história.
Tanto a Universal como Justin pediram para eu rodar um curta-metragem que antecederia o longa, cujo nome é Los Bandoleros. Filmei na República Dominicana com Michelle Rodriguez, Shung Kan, Don Omar e Tego Calderon. Foi uma oportunidade maravilhosa de cumprir minha promessa com o presidente Leonel Fernandez de levar a franquia àquele país.

Velozes e Furiosos 4 começa com uma sequência de ação na República Dominicana. Para você, quão importante foi iniciar o filme com tamanho ritmo?
É nossa marca registrada, tão importante quanto no primeiro filme. Mas, desta vez, começamos com uma sequência que imediatamente familiariza o espectador com a função de cada personagem do elenco. Justin foi muito bem-sucedido em articular as cenas de ação dentro da história.

Mas, após o plano de abertura, o filme apresenta-se como um drama...
Sim, porque é um filme guiado pela história, como o primeiro. Queríamos que a ação entretece o espectador, mas sempre seguindo a trama.

Quais filmes o inspiraram?

Eu teria de voltar a filmes como Juventude Transviada, que tinha ação mesclada a elementos dramáticos condizentes à época.

Que tipo de história você queria desenvolver em Velozes e Furiosos 4?
Algo que explorasse a ideia de amizade e código de integridade. Isso era o que me interessava e foi com isso que a Universal me convenceu a voltar.

Mas Velozes e Furiosos 4 também tem humor, como a cena na qual Jordana Brewster, que faz a irmã de Dominic, lembra a você de orar antes das refeições...
Sim e é uma cena muito importante porque é a primeira vez em que Dominic e Brian (Paul Walker) deixam de lado as diferenças e lembram que são amigos. É raro ver um filme de ação explorar esse lado de camaradagem.

E como é a química entre você e Paul Walker na vida real?
É engraçado. Até minha mãe sente essa química, porque meu irmão gêmeo é muito parecido como Paul Walker; e o nome dele também é Paul! Há outras similaridades entre eles e talvez isto justifique minha química com ele.

Como seu personagem se desenvolveu desde a última vez que o vimos?

Dominic Toretto representa o super-herói que pode, literalmente, roubar qualquer coisa que se mova, um novo tipo de bandido. Acho que ele cresceu de várias maneiras, mas, quando o espectador o vê em Velozes e Furiosos 4, percebe que ele ainda tem algumas coisas para resolver.

Você sente-se preso ao gênero “filmes de ação"?
Depois que eu trabalhei com Sidney Lumet em Sob Suspeita, senti-me livre do sentimento de prisão, o que me deu confiança para voltar a ser Toretto sem me sentir unicamente atrelado a filmes de ação.

Como você se sentiu ao produzir Velozes e Furiosos 4?

Fez-me sentir mais responsável, mas também me permitiu ter mais detalhes sobre o rumo da história. Gostei da experiência.

O que você acha que Justin Lin trouxe à franquia como diretor?
Fiquei muito feliz por essa parceria, porque ele fez um brilhante trabalho. Ele tocou algo profundo de uma maneira muito bacana e também merece todo crédito pelas cenas de ação.  Ele encontrou uma maneira de dar mais valor a elas, ao conduzi-las para dentro da história. Justin é muito inteligente e eu tiro o chapéu para ele.

Você tem um carro dos sonhos?
Sim, apesar de que eu ainda não o adquiri: é um Chevrolet Chevelle 1970, como aquele que está no filme, mas conversível. O problema é que eu acho que apenas um dos 201 exemplares fabricados é conversível!

Você já está planejando um quinto filme?

Se pudermos tocá-lo, faremos.