BERLIM 2015: Em decisão política, filme iraniano Taxi leva o Urso de Ouro

Chileno El Club surpreendeu e ficou com o segundo prêmio mais importante da disputa

16/02/2015 13h29

Terminou neste domingo (15) a edição 2015 do Festival de Berlim, um dos mais tradicionais do circuito. Quem levou o Urso de Ouro, prêmio máximo, foi o filme iraniano Taxi. A escolha foi política: impedido de filmar em seu país e condenado a seis anos de prisão por propaganda contra o governo, o diretor Jafar Panahi não pode ir à Berlim.

"Ele criou uma carta de amor ao cinema", disse o presidente do júri, Darren Aronofsky, ao entregar o prêmio na cerminônia de encerramento do Festival. Quem recebeu a condecoração foi a pequena Hanna Saeidi, sobrinha do diretor

O curador do Festival destacou o prêmio para o longa por seu caráter confrontador. Dieter Kosslic disse que a "Berlinale é e sempre foi um festival político."

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Prêmios

Além de Taxi, o Festival rendeu boas supresas, como o chileno El club, uma crítica mordaz para a Igreja Católica. O filme, bastante aplaudido em sua exibição, ficou com o Urso de Prata.

Já o prêmio de direção ficou dividido: o romeno Radu Jude, por Aferim!, e a polonesa Matgorzata Szumowska, por Body, receberam a honraria.

Por fim, os atores britânicos Tom Courtenay e Charlotte Rampling, foram eleitos os melhores da seleção por 45 years, de Andrew Haigh.

Decepções

Grandes promessas, os novos filmes de Isabel Coixet e Terrence Malick não foram bem recebidos pela crítica.

Coixet, de A Vida Secreta Das Palavras, abriu a seleção oficial com Nobody Wants the Night, estrelado por Juliette Binoche, mas o tom exageradamente dramático irritou a crítica.

Já Malick exibiu pela primeira vez Knights of Cups, estrelado por Christian Bale e Natalie Portman. Muitos críticos consideraram o trabalho o pior da carreira do diretor, que tem em seu currículo os elogiados A Árvore Da Vida e Além Da Linha Vermelha.


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