CINE CEARÁ 2002: confira a lista dos vencedores

28/06/2002 02h30

O Cine Ceará tinha tudo para terminar bem. Foram sete dias de festival em que cineastas, produtores, atores e atrizes, técnicos, estudantes e jornalistas conversaram, viram e viveram cinema. Durante esses dias, as salas estiveram lotadas de um público ávido por conferir o que há de novo na produção brasileira. Muito desse sucesso se deve, principalmente, a competente organização do evento, que se empenhou em fazer o melhor e, efetivamente, fez. Então, o que teria dado errado? A resposta: Perry Salles. O ator protagonizou, na noite desta quinta-feira, no Cine São Luiz, o pior papel de sua vida. Durante a cerimônia de encerramento, Salles, que apresentou o evento ao lado da simpática Maysa Vasconcelos, agiu com grosseria, impediu que os premiados falassem, fez piadas de mau gosto e irritou o público presente. O ator, que já começou a noite mostrando nitidamente que queria ir embora o quanto antes, desrespeitou a todos e, como toda ação tem uma reação, recebeu o que merecia: saiu vaiado do Cine São Luiz. Se não bastasse, na saída do cinema, discutiu com as pessoas que conversavam atônitas sobre o espetáculo de horror que tinham acabado de presenciar.

A noite até que começou bem. Sarita Montiel abriu a cerimônia de encerramento diante de um público recorde na semana do Festival. A apresentação da atriz e cantora espanhola deu início à festa, que ainda contou com uma exibição do clássico La Violetera.

Sarita cantou para o público do Cine São Luiz os clássicos "Besame Mucho", "A Noite do Meu Bem" e "La Violetera", tema do filme homônimo. Foi a única apresentação da atriz-cantora nesta viagem ao Brasil, fato que não acontecia há dois anos.

Tudo corria bem até a divulgação dos vencedores. Daí em diante, por conta do desrespeito do Sr. Perry Salles, o Cine Ceará perdeu a chance de ter sido encerrado com chave de ouro.

Mas, vamos ao vencedoeres. O corpo de jurados que selecionou os vencedores na categoria de Longa Metragem foi formado por Angelisa Stein, Amílcar Claro, Lúcia Valentim Rodrigues, Marcus Vilar, Pedro Lazzarini, Tarcísio Tavares e presidido por Sérgio Sans.

Os oito longas-metragens que participaram da Mostra Competitiva concorreram aos prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Filme.



Os premiados na categoria longa-metragem

-O prêmio de Melhor Roteiro foi para Jorge Furtado, por Houve Uma Vez Dois Verões.

-O prêmio de Melhor Direção de Arte foi para Adrian Cooper, pelo filme Uma Vida em Segredo.

-O Júri escolheu para o prêmio de Melhor Fotografia, Lauro Escorel, pelo filme Uma Vida Em Segredo.

-A Melhor Montagem foi para Giba Assis Brasil, pelo filme Houve Uma Vez Dois Verões.

-O vencedor do prêmio de Melhor Trilha Sonora Original foi Hique Gómez, pelo filme A Festa de Margarette.

-O Melhor Ator dos filmes de Longa Metragem foi Wagner Moura, de As Três Marias.

-A Melhor Atriz estrelou o filme Uma Vida em Segredo: Sabrina Greve, que recebeu, além do Troféu Eusélio Oliveira, prêmio especial da AVON.

-Jorge Furtado foi escolhido o Melhor Diretor, pelo filme Houve Uma Vez Dois Verões.

-O Melhor Filme, escolhido pelo Júri, foi Uma Vida em Segredo, de Susana Amaral, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira e também o prêmio CINEMA - Laboratório Cinematográfico em serviços. A Revista de CINEMA ofereceu ao filme vencedor o prêmio de R$ 10.280,00 em mídia.

Uma Vida em Segredo recebeu também prêmio em serviços do LABOCINE e prêmio em serviços de iluminação e maquinária da QUANTA.

-O Núcleo de Animação da Casa Amarela recebeu Prêmio Especial do Júri, pelas vinhetas de abertura do Cine Ceará.

O Prêmio Especial do Júri foi para o Projeto Vídeo nas Aldeias, representado por Índios na TV.



Os vencedores da Mostra de Curta e Média-Metragem


-O Prêmio de Melhor Roteiro foi para Ítalo Cajueiro, por O Lobisomen e o Coronel.

-O vencedor de Melhor Direção de Arte foi Iara Noemi, por Domingo.

-A Melhor Fotografia, segundo o Júri, foi de Antônio Luiz Mendes com O Céu de Iracema, de Iziane Mascarenhas.

-Prêmio de Melhor Montagem foi para Marcelo Moraes, por À Margem da Imagem.

O vencedor da Melhor Trilha Sonora, assinada por Naná Vasconcelos e Maciel Salu, é o filme Tejucupapo, de Décio Rocha.

-O júri considerou Reinaldo Gonzaga com o Melhor Ator pelo curta Negócio Fechado.

-A Melhor Atriz foi a protagonista de O Sol Alaranjado, Patrícia Selonk.

O curta em animação Em Busca da Cor, de Telmo Carvalho, recebeu Prêmio Especial do Júri.

-O vencedor de Melhor Filme de Animação foi O Lobisomem e o Coronel, de Elvis Kleber de Arruda e Ítalo Cajueiro.

O prêmio de Melhor Direção de Curta foi para Eduardo Valente, por O Sol Alaranjado.

O Prêmio de Melhor Filme de Curta e Média Metragem vai para O Sol Alaranjado, de Eduardo Valente.

O Sol Alaranjado, além do troféu Eusélio Oliveira, ganhou prêmio em serviços do CINEMA - Laboratório Cinematográfico - e prêmio em serviços do LABOCINE DO BRASIL que será entregue por Rafael Gouveia.

Como acontece todo ano, foi anunciado o prêmio de Melhor Produção Cearense, escolhido pelo Júri, para A Ordem dos Penitentes, de Petrus Cariry.


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