Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado; filho é suspeito

Documentarista foi esfaqueado no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro

02/02/2014 16h16

O cineasta Eduardo Coutinho foi assassinado neste domingo (2) no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. Considerado um dos principais documentaristas brasileiros, Coutinho tinha 81 anos de idade. As informações são do portal R7

Segundo informações, o principal suspeito do crime é o filho de Coutinho, Daniel. Ele também teria esfaqueado a mãe e tentou se suicidar logo depois. A mãe está em estado gravíssimo no Hospital Miguel Couto. Há relatos de que Daniel sofria de esquizofrenia.

No momento, o caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro

Carreira

Eduardo Coutinho nasceu em São Paulo. Na juventude, chegou a cursar direito em São Paulo, mas nunca concluiu. Em 1954 iniciou sua carreira no cinema em um seminário promovido pelo MASP. Trabalhou na grande imprensa e posteriormente se envolveu com os Centos Populares de Cultura, importante instrumentos de resistência na época da ditadura.

Atuou como roteirista ou co-roteirista de vários grandes sucessos do cinema brasileiro como Dona Flor E Seus Dois Maridos e A Falecida. Em 1975 integrou a equipe do Globo Repórter, que na época contava com uma gama de profissionais consagrados.

Em 1984, logo após deixar o programa, estreou Cabra Marcado Para Morrer, seu primeiro grande sucesso de crítica - com o filme, venceu 12 prêmios em festivais internacionais, como os de Havana e Berlim.

Sempre investindo em um limite tênue entre a ficção e a realidade, foi o responsável por projetos inovadores, como Babilônia 2000, Edifício Master e Jogo De Cena.

O último filme de Coutinho foi o documentário As Canções. O diretor foi um dos homenageados da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado, onde esteve presente.

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