Conheça Brave New World, série que adapta best-seller de Aldous Huxley

Admirável Mundo Novo é um romance publicado em 1932

27/07/2020 17h20

Por Daniel Reininger

Baseada no livro Admirável Mundo Novo, romance clássico escrito por Aldous Huxley e uma das obras mais importantes da literatura mundial, a série Brave New World chega como um dos grandes lançamentos do Peacock, nova plataforma streaming da NBC Universal.

O livro é uma distopia disfarçada de utopia que mostra uma sociedade que resolveu problemas de superpopulação, colapso ambiental, crime e a ciência resolveu as doenças. A sociedade alcançou a paz e a estabilidade através da proibição da monogamia, da privacidade, do dinheiro, da família e da história. A vida é perfeita e toda noite é uma festa, mas é só olhar um pouco mais a fundo para começar a ver os problemas reais dessa sociedade padronizada.

Os nove episódios foram disponibilizados na plataforma, mas ainda não há informações sobre a estreia de Brave New World no Brasil. E, por enquanto, não há estimativa de lançamento do serviço de streaming Peacock no Brasil. Isso não é motivo para não conhecer a série que promete agitar 2020:

O livro

Admirável Mundo Novo é um romance escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 e se passa em Londres no ano 2540. A trama fala de tecnologia reprodutiva, manipulação psicológica e condicionamento social.

Junto a 1984, de George Orwell, e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, é considerada uma das grandes distopias literárias do século XX. Em 1999, a Modern Library classificou o Admirável Mundo Novo quinto em sua lista dos 100 melhores romances de língua inglesa do século XX.

Na trama, Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive: uma sociedade organizada segundo princípios estritamente científicos. Marx É um psicólogo que há tempos de sente inadequado diante dos outros membros de sua casta.

Ao descobrir uma "reserva histórica" do passado que preserva os costumes dos "selvagens" do passado, Bernard vai perceber as diferenças entre esta civilização e a sua. Lá, ele encontra uma mulher civilizada chamada Linda, e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquistar respeito social ao apresentar John como um exemplar dos selvagens.
A literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar a alienação da civilização. A única coisa importante nesse universo é o avanço da técnica, a produção em série, a uniformidade contra a diversidade.

Série

O elenco da série conta com Alden Ehrenreich (Han Solo) e Joseph Morgan (The Originals). David Wiener, o criador da série, disse na Comic-Con que não há melhor momento para lançar uma série distópica como essa. "Na década de 30, Huxley alertava que o uso da tecnologia iria fazer mal para a sociedade e que todos ficariam alienados e sexualmente sedados. Essa é uma obra que se torna mais relevante conforme o tempo passa".

Alden Ehrenreich, que vive o selvagem e forasteiro John the Savage, contou que seu personagem é o único que se parece com os seres humanos do mundo de hoje. "Ele desenvolve muitas habilidades e quando chega em New London, percebe que as pessoas são ingênuas e fingem perfeição o tempo todo. Por isso, ele decide quebrar o sistema".

Joseph Morgan confessou que em seu processo de preparação o roteiro veio em primeiro lugar. "Por mais polêmico que possa parecer, eu prefiro o texto da série ao livro. É mais acessível". Ele vive um personagem concebido em um laboratório. "Foi difícil porque não quis ser robótico. Tentei parecer mais como um cachorro ou uma criança. CJack60 não é humano e não tem passado. Ele só reage aos estímulos e programa suas ações", conta.

Wiener explicou ainda durante a Comic-Con que Brave New World tem a amizade como tema. "Eles não são robôs, só são induzidos a não terem sentimentos. Mas é através dessas conexões que eles percebem que o mundo não é perfeito e todos são vulneráveis".

Veja o trailer da série:


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