"É importante transmitir emoção", diz Santoro sobre Klaus

Versão brasileira conta com as dublagens de Daniel Boaventura, Fernanda Vasconcellos e Rodrigo Santoro

14/11/2019 17h10

Por Daniel Reininger

Dirigido por Sergio Pablos, um dos cocriadores de Meu Malvado Favorito, Klaus é a primeira animação da Netflix. Com estreia marcada para essa sexta-feira (15), a ideia é contar a história do Papai Noel sob uma nova perspectiva e criar reflexões sobre tolerância e amizade.

A versão brasileira conta com as dublagens de Daniel Boaventura, como Klaus, Fernanda Vasconcellos como a professora Alva e Rodrigo Santoro como Jesper, carteiro atrapalhado centro da trama. Em entrevista ao Cineclick, o trio falou sobre a animação natalina. Confira:

Mesmo experiente em trabalhos do tipo, Santoro falou sobre o desafio de dar vida ao ansioso Jesper, "um rapaz que toma muito café expresso de manhã", segundo o ator. "Eu suei muito para fazer. Percebi como é importante, mesmo que seja só através da voz, você transmitir emoção, sentimentos, estados. É muito sutil. A gente escutava a cena e, apesar de funcionar, não tinha vida. Então a gente fazia de novo e de novo", completa.

As reflexões causadas pelo roteiro fazem parte dessa obra, segundo Santoro. "A gente está falando de generosidade, de altruísmo, de amor, de amizade, que é o que acontece entre essas personagens. Mas eu acho que uma das coisas que mais me chamou a atenção foi as transformações que acontecem a partir desses encontros".

Cena da animação Klaus

O longa deve agradar tanto crianças quanto adultos e, por isso, Boaventura acredita que esse filme pode se transformar em um clássico. "Sergio Pablos é muito inteligente ao contar uma história, de envolver o espectador, atrair crianças, jovens e adultos. E também porque ele usa o humor de uma maneira muito criativa".

Santoro concorda e acredita que o filme mereça prêmios, como o Oscar. "Gosto de participar de projetos que as minhas filhas tenham interesse e ouso dizer que essa animação tem condições de virar um clássico por conta da atemporalidade e da técnica do desenho".

Boaventura continua com os elogios e confirma que acredita que o longa deveria ganhar muitos prêmios de cinema. "O diretor não subestima a inteligência do espectador e conseguiu fazer o entretenimento com uma mensagem efetiva, que vai fazer você ter curiosidade de procurar outros temas que possam enriquecer você".

Para Fernanda Vasconcellos, intérprete da professora Alva, Klaus é algo realmente inovador. "Nunca ouvi essa história dessa forma - e acho genial. É um roteiro que me emocionou quando eu li, me fez refletir sobre possíveis intolerâncias, como eu me relaciono no trabalho, em família", explica a atriz.

Rodrigo Santoro ainda explica que a animação atrai pelo tema, mas conquista mesmo por sua profundidade. "Animação normalmente é considerada algo leve, mas esse fala com muita inteligência de questões muito fundamentais e urgentes e isso é um bônus. É quase um 'cavalo de tróia' nesse sentido. Mas a criança vai sair rindo e o pai vai sair: 'Uau, é mesmo'. É para isso que a gente trabalha: é para entreter e também é para provocar reflexões".

Confira a nossa crítica sobre o filme e veja o trailer:

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