E se os filmes em cartaz fossem times de futebol?

Confrontamos 14 longas em exibição nas salas brasileiras; veja quem levou a melhor nos enfrentamentos

16/06/2014 12h00

Montagem

 

Vai ter Copa. Aliás, já está tendo. Mas se você não é chegado a futebol ou quer uma pausa entre um jogo e outro para curtir uma sessão de cinema, fizemos uma seleção de longas em cartaz para você aproveitar a dois, em família ou sozinho mesmo. E como o clima é de disputa, criamos um confronto entre eles. Reunimos times, ou melhor, filmes de perfis parecidos. Quem leva a melhor? Bem, isso você vê abaixo:

Culpa

 

Essa é disputa de seleção com time de várzea. Neste embate entre romances adolescentes vence o sensível A Culpa é das Estrelas por placar folgado. Entre os muitos problemas de Amor sem Fim está seu casal de protagonistas sem nenhum entrosamento. Quando um cruza o outro está ajeitando a meia. Assistindo ao filme nem mesmo conseguimos responder à pergunta: por que mesmo esses dois estão juntos? A taça é da A Culpa é das Estrelas, fácil.

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de A Culpa é das Estrelas

-Crítica de Amor sem Fim

Antes do Inverno

 

Nesse duelo entre França e Itália vence o italiano Anos Felizes. Ambos os filmes tratam de crise conjugal, mas o longa francês, a despeito do elenco de estrelas encabeçado por Daniel Auteuil e Kristin Scott Thomas, não segura toda a duração da partida e perde fôlego pelo caminho. Ao som do apito final, não sobra quase nada. Já Anos Felizes faz o caminho inverso. Começa tocando bola, como quem não quer nada, e vai crescendo na tela. Ganha pelo conjunto.

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de Antes do Inverno

-Crítica de Anos Felizes

Men

 

Neste embate de super-heróis vence o gosto do espectador. Tecnicamente é caso de empate. Ambos os filmes são divertidos e muito bem produzidos. Como fãs de franquia de heróis são torcedores fanáticos, vão sempre reclamar de alguma coisa aqui e ali. Mimimi de lado, o fato é que esta disputa fica no três a três. Na dúvida, veja os dois. O espetáculo é garantido.

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

-Crítica de O Espetacular Homem-Aranha 2

Godzilla

 

Disputa acirrada, mas Godzilla acaba levando pequena vantagem sobre No Limite do Amanhã. Blockbusters em geral são esquemáticos, pouco criativos e suas jogadas-clichês fazem o público antecipar o que vem pela frente sem grandes surpresas. Mas em Godzilla rola certa imprevisibilidade bem-vinda. Se adversário deixa passar certas oportunidades, não é tão criativo, mas ao menos prova que o atacante Tom Cruise ainda bate um bolão.

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de No Limite do Amanhã

-Crítica de Godzilla

Versos

 

Versos de Um Crime até que tenta, mas fica difícil enfrentar a pontaria certeira de O Lobo Atrás da Porta. O thriller de Fernando Coimbra bate fácil o adversário americano sob vários aspectos. O principal deles: Versos de Um Crime não se decide entre ser um suspense ou uma espécie de Sociedade dos Poetas Mortos. Como não sabe se ataca ou fica na retranca, perde fácil do brasileiro, que não deixa espaço no meio de campo. 

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de O Lobo Atrás da Porta

-Crítica de Versos de um Crime

 Homens São de Marte

Temos mais um empate nesse enfrentamento entre duas comédias. A brasileira fala dos dilemas de uma mulher atrás do amor. O filme espanhol mostra os anseios e hesitações de homens que se aproximam da meia-idade. Os Homens são de Marte... aposta mais na graça e diversão, mas nem por isso subestima a inteligência do espectador. O Que os Homens Falam tem humor mais sutil e sugere alguma reflexão, mas não ganha a contenda por isso. 

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de Os Homens são de Marte e é pra Lá que eu Vou

-Crítica de O Que os Homens Falam

Praia do Futuro

 

Dois bons brasileiros em campo, mas Praia do Futuro vence nos acréscimos. E é justamente nos minutos finais que Riocorrente perde fôlego - fica um tanto conservador e óbvio em seus passes. Ambos, no entanto, não fazem jogo fácil. O filme de Karim Aïnouz exige do público que decifre seus personagens, nada é entregue de mão beijada. Riocorrente é ainda mais complexo, mas quem estiver disposto a colocar a cabeça para pensar e fugir da mesmice, vai curtir. Jogão! 

O que dizem nossos comentaristas:

-Crítica de Praia do Futuro

-Crítica de Riocorrente

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