Festival do Rio: Em eterna mudança, evento mantém-se dinâmico

Evento segue com sua programação até o dia 14 de outubro

09/10/2015 16h13

Em dezessete anos, a cidade do Rio de Janeiro passou por diversas mudanças. Desde o nascimento do Festival do Rio, a capital fluminense sediou uma final de Copa do Mundo e tornou-se Cidade Olímpica. Por essas e outras razões, o Festival do Rio não poderia ser o mesmo durante esse período.

Em sua edição de 2015, a central do evento saiu da inacessível Zona Portuária para ocupar um casarão no Flamengo, mais próximo aos cinemas, e mais fácil para os encontros de negócios e entrevistas com convidados. Outra mudança de endereço envolve o Cine Odeon, que deixou de exibir as sessões de gala da Première Brasil, que agora acontecem na higienista Lagoa Rodrigues de Freitas. A sala clássica passou a sediar as sessões populares dos filmes nacionais em competição. Com isso, os debates com realizadores após a projeção ficaram mais ricos.

Cine Odeon, no RIo de Janeiro

Entre os filmes da Première Brasil, percebe-se um aumento na presença de coproduções, em alinhamento com a tendência mundial do cinema independente, como é o caso de Beatriz (Brasil e Portugal) e A Floresta Que Se Move (Brasil e Uruguai), por exemplo.

Na programação como um todo, um bom número de produções dirigidas por mulheres (como Califórnia, de Marina Person, e Os 33, de Patricia Riggen) e roteiros que tratam do papel da mulher na sociedade contemporânea (como Malala e Já Sinto Saudades, por exemplo), assuntos importantes e em pauta.

O que não mudou foi o ecletismo da programação, que reúne filmes com atores mundialmente famosos (como Ian McKellen em Sr. Holmes) e produções autorais de cineastas de nicho (como Michel Gondry com Micróbio e Gasolina). Essa receita é a razão pela qual um público variado ocupa as salas exibidoras do Festival do Rio.

Mr. Holmes

Entre os filmes exibidos até agora, os destaques nacionais são Califórnia,  por um bom retrato de época que consegue conquistar a juventude dos anos 80 assim como a contemporânea, e Mate-me Por Favor, por flertar bem com o suspense.

Entre os internacionais, Green Room, por construir uma situação de tensão e conseguir sustentá-la com novos elementos gradativos, Sr. Holmes, por homenagear um personagem icônico e ao mesmo tempo oferecer uma reflexão sobre a fragilidade da mente humana, e Truman, pelo aspecto humano da história e atuações comprometidas.

O Festival do Rio segue com sua programação até o dia 14 de outubro. Para mais informações, visite o site oficial do evento (http://www.festivaldorio.com.br/).

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