Final de Dark é fantástico: Veja a crítica da terceira temporada

Dark termina em grande estilo e é capaz de amarrar as pontas soltas

24/06/2020 18h30

Por Daniel Reininger

Se depois de Lost, Game of Thrones e tantas outras você estava preocupado, não fique, Dark termina em grande estilo e é capaz de amarrar as pontas soltas de forma competente, com episódios muitos bons e revelações grandiosas.

A série consegue surpreender ao se mostrar, como imaginávamos, muito mais do que uma luta pelo certo ou errado ou simplesmente a disputa entre dois grupos brigando pelo controle das viagens no tempo, conforme parecia acontecer nas temporadas anteriores. Entretanto, falar mais do que isso seria entrar em spoilers e não queremos atrapalhar a diversão de quem ainda vai assistir.

Basta saber que a nova temporada começa do ponto de onde a segunda terminou. O apocalipse aconteceu! Jonas (Louis Hoffman) é surpreendido pela chegada da Martha (Lisa Vicari) de outro mundo logo após ver a sua amada ser morta por Adam (Dietrich Hollinderbäumer). Na pressa, Jonas e a outra Martha vão para o mundo dela. Logo, as peças continuam a se movimentar, os Manipuladores continuam agindo e peões se movendo, mas existem outras forças em jogo até que tudo termine.

Embora alguns episódios sejam bem parados e até um pouco cansativos, em geral a temporada consegue ser envolvente, afinal, o mais importante é que cada um deles tem sua importância para trazer respostas para as perguntas que surgiram nas temporadas anteriores.

Existem novos antagonista e aliados. Diversos personagens simplesmente não possuem papel óbvio até o fim. O que é bom, mas logo de cara sabemos que Jonas e a nova Martha são os protagonistas, embora todos tenham seus momentos de importância e desenvolvimento na trama, uma das grandes sacadas da série desde o início. E nem preciso falar da parte técnica, simplesmente impecável.

Dark continua a ser uma série intimidadora com sua narrativa densa sobre viagem no tempo e uma longa lista de personagens. A saga abrange várias décadas da cidade alemã de Winden e é preciso de toda a atenção do espectador para entender o que diabos está acontecendo.

A terceira temporada ainda consegue ampliar esse mundo rico, cheio de personagens complexos, paradoxos e apocalipse, o que é muito impressionante, ainda mais pela maneira como consegue encerrar as coisas de forma bem satisfatória. 

No meio da nova temporada, a impressão é de que personagens estão seguindo um caminho pré-determinado sem saída, até que finalmente entendemos o que realmente une as famílias Nielsen, Kanwhald, Doppler e Tiedemann. Vale dizer que o último episódio é magnífico, apesar de alguns diálogos expositivos demais (embora necessários para esclarecer alguns momentos).

A terceira temporada de Dark pode ser cansativa e exaustiva às vezes, como também acontece nas anteriores, principalmente quando tentamos entender todas as narrativas de viagem no tempo e o que exatamente acontece nos dois mundos, mas, no final, os criadores Baran bo Odor e Jantje Friese recompensam a todos com uma história absurdamente coesa, apesar de difusa. Com oito episódios, é um conjunto de histórias convincentes e atuações memoráveis, capaz de intimidar, maravilhar e impressionar. É uma série realmente sensacional.

As duas primeiras temporadas de Dark estão disponíveis na Netflix e a terceira estreia dia 27 de junho. Veja o trailer da terceira temporada: 

 

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