Gramado: O Último Cine Drive-in é simples e despretensioso, diz diretor

Longa aposta em drama familiar e cinefilia para emocionar

11/08/2015 13h58

A maioria do público de festivais de cinema é formada por cinéfilos. Por essa razão, títulos como O Último Cine Drive-in chegam ao evento com vantagem no quesito recepção do espectador. Não à toa, foi o destaque da segnda-feira em Gramado.

"É um filme simples, pensado para contar uma história despretensiosa", disse o diretor Iberê Carvalho na apresentação do longa no 43º Festival de Gramado. "Vivemos um tempo no qual as pessoas não medem esforços para odiar. O filme faz o caminho contrário."

A trama é sobre um filho (Breno Nina) que precisa voltar a conviver com o pai (Othon Bastos, de Giovanni Improtta), proprietário do estabelecimento que batiza o filme. A reaproximação dos dois homens é forçada porque a mãe (Rita Assemany, de Abril Despedaçado) do protagonista está hospitalizada Marlombrando não tem onde ficar.

Além dos conflitos familiares, o roteiro explora a cinefilia de Almeida, que batizou o próprio filho para homenagear o astro de O Poderoso Chefão (1972). O cinema que ele mantém passa por dificuldades financeiras e ele tem de achar maneiras de salvar o negócio que tanto ama. Isso dá espaço para o longa fazer homenagens a alguns filmes clássicos.

Algo raro no cinema independente, O Último Cine Drive-in foi gravado com um contrato de distribuição garantido. "Eu li o roteiro e já quis distribuir o filme", disse Silvia Cruz, diretora da Vitrine Filmes. A estreia comercial do longa acontece em 20 de agosto.

A noite contou ainda com os curtas S2 e Enquanto o Sangue Coloria a Noite, eu Olhava as Estrelas. O drama colombiano Ella fechou a programação. O longa gira em torno de um senhor que perde a esposa e roda a cidade em busca de alternativas para lhe dar um enterro marcante.

Assista ao trailer de O Último Cine Drive-in:

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus