Na quarentena com Cacau Protásio: atriz tem saudades da Terezinha

Em entrevista exclusiva, a comediante e atriz conta o que tem feito em casa

23/05/2020 17h35

A espirituosa e divertida Cacau Protásio (Vai Que Cola - O Filme) começou sua carreira artística em 2010 e contabiliza projetos no teatro, TV e cinema. Os seus personagens fazem sucesso com o público pois se assemelham muito à vida real: "Eu sou observadora. Sempre vou fazer de uma maneira que as pessoas possam se identificar", diz a atriz.

Em seu Instagram, que tem 2,4 milhões de seguidores, Cacau tem compartilhado a sua rotina com os fãs, que envolve orações, doação de alimentos para a população carente e o seu dia a dia com o marido. "Quero voltar ao meu trabalho! Sinto falta de Terezinha", brinca Cacau citando sua personagem no programa "Vai que Cola", do Multishow.

Confira a entrevista abaixo:

Recentemente você foi às ruas (devidamente protegida com luvas e máscara) para pedir doação de alimentos para a população carente. Em suas redes sociais, contou que alguns artistas te apoiaram, como o cantor Belo. Qual foi o resultado dessa ação?

Foi maravilhoso. Eu avisava antes nas minhas redes sociais e depois ia com a cara e a coragem. Quando eu começava a falar, a galera vinha pra janela ou varanda ouvir. Eles me davam atenção e depois apareciam com muitas coisas. Foi lindo enquanto eu pude fazer.

Quais projetos você tinha em andamento para o cinema e a TV, antes da pandemia? Fala um pouquinho sobre cada um para a gente. Algum já tem data de estreia?

Eu ia estrear meu monólogo "100% Cacau". Também ia começar um programa novo no Multishow, "A Casa Paraiso", com o Leandro Hassum, que mostra o dia a dia de uma casa de repouso para idosos. Eu faço a enfermeira-chefe e secretária da casa. Também ia estrear 4 filmes: "No Gogó do Paulinho", onde eu faço a Nega Juju, o grande amor do Paulinho Gogó. "A sogra perfeita", onde eu faço uma sogra maravilhosa, mãe de dois filhos lindos, Fábio Júnior e Paulo Ricardo, e tenho um genro e uma nora linda... agora imagina a sogra rsrsrsrsrs. "Festa do Divórcio", onde faço Daiana, uma bombeira apaixonada pelo Seu Júlio, que é o Rafael Portugal. E "Canta Pra subir", uma mãe de santo - mãe de dois filhos.

Seus personagens nos filmes são sempre muito próximos de pessoais reais. Parecem alguém que já conhecemos. Como você constrói essa proximidade com o público apesar de as histórias serem tão diferentes?

Eu sou muito observadora, tem sempre uma coisinha de alguém da minha família ou próximo de mim, então eu sempre vou fazer de uma maneira que as pessoas possam se identificar. Por isso que eu acho que tem uma proximidade.

Pensa nos personagens que você viveu nos filmes que estão na fila para estrear. Qual deles você gostaria de convidar agora, para uma live, para conversar com você na frente do público. E o que você acha que ela diria sobre o que estamos vivendo?

Acho que chamaria a Nega Juju. Ela levaria alegria e esperança ao mundo. Apesar de ser cabelereira, ela ensinaria o povo a fazer bolo... bolo sempre traz calma e paciência. Depois faria um bom papo com degustação para colocar a vida em ordem.

O que mais você tem feito em casa nessa quarentena?

Trocando os móveis de lugar, arrumando guarda roupa, feito relicários, casquetes, rezado todos os dias o terço da misericórdia, festa de aniversário para o meu marido... tem um segredo, mas ainda não posso contar (risos).

Quando acabar a pandemia, qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer?

Quero voltar ao meu trabalho! Sinto falta de Terezinha (risos).

Você é uma pessoa muito religiosa e tem mostrado isso no seu Instagram principalmente nessa pandemia, com o terço da misericórdia. Como tem sido a aceitação do público? E o que a motivou a usar suas redes para isso?

Tem sido muito boa e tem pessoas de várias religiões, eu fico muito feliz. O que me motivou foi a missa. Eu estava indo para à missa todos os dias e fazendo transmissão ao vivo. Só podia ter quatro pessoas lá e eu era uma delas. Eu via como as pessoas falavam que estava precisando daquilo. Eu já rezava o terço com um grupo no WhatsApp, um dia resolvi parar lá e fazer no Instagram. Foi maravilhoso. Agora faço todos os dias.

Em "Canta pra Subir", um dos seus filmes que estão esperando para estrear, você vive uma personagem adepta de uma outra religião. Como foi essa experiência?

Tudo que eu faço eu falo com Deus, falei com o Pai e fui lá contar essa história. Quando eu li o roteiro, amei de primeira. Foi ótimo e maravilhoso, perguntei várias coisas. Mas sou muito feliz na minha fé na igreja católica, e respeito todas as religiões, com muito amor.

 


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus