Nostalgia: clássicos para entender o cinema da década de 80

5 clássicos da sétima arte simbolizam o que esses anos significaram para a indústria cinematográfica

16/06/2020 15h50

Por Sara Cerqueira

Os anos 80 marcaram a história da humanidade como uma das décadas mais inventivas e despojadas de toda a história. Além do cinema, a moda, a música, os costumes e a cultura também passaram por verdadeiras revoluções no imaginário social do que é fazer arte. Não à toa, a década de 80 virou quase sinônimo de nostalgia, ficando na memória daqueles que a viveram e, muitas vezes, daqueles que não a viveram, mas admiram.

Por isso, para entender a década de 80 através da perspectiva do cinema, separamos para vocês cinco clássicos da sétima arte que simbolizam de forma perfeita o que esses anos significaram para a indústria cinematográfica:

Blade Runner - O Caçador De Andróides (1982): Estética impecável, diálogos incomparáveis, roteiro dramático e filosófico, futurismo repleto de simbolismo. Blade Runner é uma obra-prima da década de 80, uma aula à parte de cinema de ficção científica e filosofia aplicada à sétima arte. Com cenas como a do discurso do personagem Roy Batty, na chuva, o filme marcou a história e se tornou um ícone dos anos 80.

Scarface (1983): O tema "máfia" já havia sido apresentado de forma mais crua ao público com "O Poderoso Chefão", maior obra-prima de Coppola. Em Scarface, dirigido por Brian de Palma, assistimos a construção e desconstrução de Tony Montana (Al Pacino), um traficante cubano que toma o poder do crime em Miami para si. O longa, além de retratar bem a aspereza de temas como imigração e crime organizado nos EUA, inova nas cenas de violência e na desconstrução de anti-heróis, como o protagonista.

O Exterminador Do Futuro (1984): uma das maiores sagas de todos os tempos, o Exterminador do Futuro, de James Cameron, revolucionou a indústria cinematográfica, especialmente os gêneros de ação e ficção científica. A história do soldado do futuro que tenta proteger o nascimento do líder de uma revolução contra as máquinas, e de seu maior antagonista, interpretado por Arnold Schwarzenegger, mudou tudo o que compreendíamos no quesito efeitos visuais e narrativas de ação e ficção científica.

Clube Dos Cinco (1985): Não há como falar de década de 80 sem abordar Clube dos Cinco, clássico do cinema dirigido por John Hughes. No longa, cinco adolescentes passam o sábado juntos no colégio, de castigo. Lá, eles compartilham segredos, angústias e desejos que possuem, cada um de uma forma diferente. O longa influenciou filmes por décadas, e caracteriza de forma engraçada e comovente os dramas da juventude.

Curtindo A Vida Adoidado (1986): "A vida passa muito depressa. Se não pararmos para curti-la, podemos perdê-la." Quem não se lembra dessa frase icônica de Curtindo a Vida Adoidado? O longa, também dirigido por John Hughes, é provavelmente o mais lembrado quando falamos da Quebra da Quarta Parede (quando os personagens interagem com o público e deixam claro que estão cientes do caráter fantasioso da obra). Com um roteiro simples, o longa retrata com singularidade a revolução comportamental trazida da década de 60.


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