Nostalgia: 5 clássicos para entender o cinema da década de 90

Os anos 90 foram decisivos para o cinema que conhecemos hoje

24/06/2020 13h00

Por Sara Cerqueira

Falamos recentemente sobre a revolução do cinema da década de 80, como resultado direto do movimento de contra-cultura dos anos 60. Entretanto, tamanha foi a influência das obras cinematográficas dessa época sobre a teoria e a prática da sétima arte, que o fenômeno se estendeu história adiante.

A década seguinte conseguiu incorporar o espírito livre e despojado dos anos 80, adicionando elementos novos, que seriam extremamente característicos dos anos 90, como o aperfeiçoamento de efeitos especiais através da computação gráfica, o crescimento exponencial dos blockbusters, a inserção de temas socialmente mais provocativos etc.

Para compreender melhor a década de 90 pela perspectiva do cinema, separamos 5 clássicos que incorporam perfeitamente o que foi esse período para a história da sétima arte!

O Exterminador Do Futuro 2 (1991): Quem não se lembra de um dos maiores antagonistas do cinema de ação, a figura indestrutível de T-1000? Criação do diretor James Cameron, O Exterminador do Futuro 2 honrou seu antecessor e ultrapassou os limites da imaginação do público, com um roteiro coeso e eletrizante, efeitos especiais de encher os olhos e personagens antológicos, como o Terminator (Arnold Schwarzenegger) e Sarah Connor (Linda Hamilton).

Jurassic Park (1993): Spielberg já havia marcado o imaginário social com Tubarão, obra-prima que modificou o "fazer" suspense e terror no cinema. Entretanto, com Jurassic Park, o diretor estadunidense revolucionou a história dos efeitos visuais e das narrativas de ficção-científica, trazendo dinossauros de volta à vida através de manipulação genética. Além disso, o longa foi um dos primeiros a tornar acessível o discurso científico (mesmo com todas as suas falhas) ao público expectador, um marco para a sétima arte e para a própria ciência.

Pulp Fiction - Tempo De Violência (1994): Não há como negar que Pulp Fiction faz valer o "hype" que causa até hoje entre os cinéfilos. Um soco no estômago de Hollywood de um Tarantino que mostrava ao mundo a que veio, o longa chocou público e crítica com sua violência estilizada, suas inúmeras homenagens e referências ao cinema e outras formas de arte e a não linearidade de sua narrativa, um respiro de criatividade e um grande incentivo para diretores independentes mostrarem idéias discordantes do lugar comum.

• Toy Story (1995): além de ser a primeira animação feita totalmente no computador, Toy Story, dirigido por John Lasseter, não fez com que as técnicas de computação gráfica se tornassem a protagonista do longa-metragem, apenas "cegando" o público com a novidade, ao contrário: o diretor investiu em uma das narrativas comoventes, engraçadas e cativantes do cinema, mostrando que animação estava longe de ser um "sub-gênero" cinematográfico, abordando temas como amizade, ciúmes, maturidade e companheirismo.

•  Matrix (1999): a obra-prima das irmãs Wachowski é a junção impecável de características que um bom filme possui: a capacidade de entreter (com suas cenas de ação e luta marcantes e os efeitos visuais enriquecedores) e nos fazer refletir (com uma temática questionadora extremamente complexa e rica sobre a sociedade americana contemporânea). Com referências da literatura clássica à filosofia, o filme é um divisor de águas no cinema como arte e crítica social.

 

Veja também: Nostalgia: clássicos para entender o cinema da década de 80


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus