O Último Cine Drive-In vai agradar os fãs de cinema argentino, prevê diretor

Conversamos com Iberê Carvalho conversou sobre o filme de sucesso em festivais

20/08/2015 10h35

A viagem de Iberê Carvalho e parte da equipe de O Último Cine Drive-in a Gramado foi proveitosa. O filme conquistou quatro prêmios: ator, atriz coadjuvante, direção de arte e júri da crítica.

Em sua estada na Serra Gaúcha, o diretor concedeu entrevista exclusiva ao Cineclick, onde falou sobre a criação do roteiro, a escolha do elenco e a locação especial que seu filme utiliza. Confira abaixo:

Você acha que a carreira triunfante em festivais será replicada no circuito comercial?

O filme passou em muitos festivais. A estreia internacional foi em Punta del Leste e fomos o grande vencedor. Apesar da forte relação com o cinema, a relação familiar é mais forte no roteiro. Na sala comercial, vai agradar ao público que é fã de cinema argentino independente por causa da relação dos personagens com o espaço.


Como foi a seleção de Othon Bastos?

Era preciso decidir quem seria o guardião do cinema. Tinha que ser possível ver a história do cinema naquele personagem e sempre pensei no Othon para isso. A ideia era trazer a face de toda história do cinema brasileiro. É um personagem forte e ao mesmo tempo sensível. Ele gostou tanto do projeto que virou produtor associado.

O Último Cine Drive-in

 




Quando você definitivamente escolheu o protagonista? 

Breno morou em Brasília por um tempo grande e participou de um teste para o videoclipe do MVBill. Eu tenho uma boa comunicação com ele, eu falava pouco e ele entendia. Ele se entrega na atuação, quase como um kamikaze. Mesmo assim, testei mais de trinta atores, alguns bem famosos. Eu me preocupei com outras coisas, preferi uma boa comunicação com o ator do que com um nome de peso no cartaz.


De onde veio a ideia de fazer um filme no Cinema Drive-in?

A vontade de fazer um filme ali é relativamente recente, surgiu durante a escritura do argumento. A ideia original era explorar um conflito de família comum. Quando fui ver A Prova de Morte no Cine Drive-in, caiu a ficha de fazer a história se passar ali. Aos poucos, nossa paixão pelo cinema foi vindo cada vez mais e ganhando espaço na trama. A ligação com o Drive-in nasceu depois e foi a grande sorte do filme porque ficou mais natural. Assim, o filme encanta as pessoas. Se a gente quisesse gravar lá desde o começo, talvez a paixão do cinema contaminaria demais o filme.


E como está o cinema desde que o filme começou a passar em festivais?
 

Até agora, ela sentiu que o filme traz espectadores e atenção para o cinema. Vamos sentir mais na estreia essas consequências. O que eu fiquei feliz nisso tudo é que a gente reformou o Drive-in para a gravação e isso revitalizou o espaço. Foi legal poder doar isso para a cidade.

O Último Cine Drive-in conta a história de um jovem (Breno Nina) que precisa voltar a conviver com pai (Othon Bastos) por causa da doença da mãe (Rita Assemany). A família é proprietária de um cinema drive-in, o último em atividade no Brasil.

Veja abaixo o trailer:

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