Oscar 2015: Discurso feminista de Patricia Arquette reafirma falta de representação feminina

Atriz pediu igualdade de tratamento e salários para as mulheres

23/02/2015 09h22

Por Iara Vasconcelos

Ao receber a estatueta de "Melhor Atriz Coadjuvante" por seu papel em Boyhood: Da Infância À Juventude, Patricia Arquette aproveitou a visibilidade para pedir igualdade de tratamento e salários para as mulheres. O discurso engajado fez a veterna Meryl Poster e a cantora Jennifer Lopez vibrarem em empolgação.

As palavras de Arquette, que faturou o primeiro Oscar de sua carreira, refletem uma realidade dura que tem sido apontada já há algum tempo. A lista dos astros mais bem pagos, organizada pela revista Forbes no ano passado, indicou a disparidade entre homens e mulheres em Hollywood, com uma diferença de quase US$ 200 milhões de dólares na soma dos lucros dos 10 mais bem pagos da lista feminina em relação a masculina.

As indicações ao Oscar também mostraram um grave problema de representação. A escassez de mulheres e negros entre os indicados mostram que a premiação ainda é um campo hostil para as minorias. Pudera, em artigo publicado em 2012, O Los Angeles Times revelou que 94% dos votantes no Oscar são brancos, 77% são homens e apenas 14% possuem menos de 50 anos.

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Outro fator que faz coro ao desafabo da atriz é a falta de representatividade feminina. Dos indicados na categoria de "Melhor Filme", nenhum traz mulheres como personagem principal. Filmes como Grandes Olhos, que narra a história da pintora Margaret Keane, e Livre, protagonizado por Reese Whiterspoon que também concorreu ao prêmio de "Melhor Atriz", foram esquecidos pelo time de jurados. Para se ter uma noção, o último longa com uma mulher como destaque a vencer o prêmio máximo da noite foi Menina De Ouro, em 2005.

Confira o discurso de agradecimento de Patricia Arquette:

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