Oscar convida 683 novos integrantes e brasileiros estão na lista

John Boyega, Chadwick Boseman e Emma Watson também foram convidados

29/06/2016 19h33

Por Iara Vasconcelos

As últimas edições do Oscar foram marcadas pelas polêmicas sobre a falta de diversidade. Desde então, a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, se comprometeu a promover medidas para aumentar a participação de negros e mulheres tanto nas decisões internas da organização quanto entre os indicados.

+ Oscar 2017: Veja quem está na disputa pelas estatuetas

De acordo com a Variety, a Academia convidou cerca de 683 novos integrantes. Com isso, o número de mulheres aumentou de 25% para 27% e o número de negros aumentou de 8% para 11%. Dentre os convidados ilustres estão o ator John Boyega, de Star Wars: O Despertar Da Força, Idris Elba, Michael B. Jordan, de Creed: Nascido Para Lutar, Chadwick Boseman, o Pantera Negra, Emma Watson e a Vencedora do Oscar de "melhor atriz" em 2016, Brie Larson

A representatividade brasileira também chamou atenção, já que Anna Muylaert, diretora do drama Que Horas Ela Volta?, e o animador Alê Abreu, responsável por O Menino E O Mundo, um dos concorrentes ao Oscar de animação deste ano, também integram a lista - veja completa.

Além de Muylaert e Abreu, os brasileiros Lula Carvalho (diretor de fotografia), Pedro Kos (montador), Affonso Gonçalves (montador), Antonio Pinto (compositor), Marcelo Zarvos (compositor), Rodrigo Teixeira (produtor), Renato Dos Anjos (animador) e Vera Blasi (roteirista) também receberam o convite. A relação de nomes conta com 283 novos membros internacionais de 59 países, e o aumento de mulheres e negros.

A disputa pela estatueta no Oscar 2016 trouxe temas bastante relevantes para as minorias sociais. Com longas como Carol e A Garota Dinamarquesa, que abordam questões LGBT's, e filmes como Spotlight - Segredos Revelados e Trumbo, que questionam a liberdade de expressão, entretanto a academia pecou mais uma vez pela falta de atores negros entre os indicados.

No ano passado, a premiação foi criticada pela ausência de negros, latinos e mulheres nas principais categorias, levando a tag #OscarsSoWhite a ficar em evidência. O próprio diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que conquistou o Oscar de "Melhor Diretor", por Birdman Ou A Inesperada Virtude Da Ignorância, fez um poderoso discurso sobre a contribuição da imigração latina nos EUA, ganhando muitos aplausos. Outro momento memorável foi a fala de Patricia Arquette sobre a diferença salarial gritante entre homens e mulheres em Hollywood - e fora dela também.

Com essas novas medidas, a Academia acredita que possa deixar as próximas edições mais justas e equilibradas. Entretanto, a questão da diversidade esbarra também na falta de oportunidades dadas às minorias para estrelar produções de grande relevância. Sem um esforço conjunto com toda a indústria Hollywoodiana, essas podem não despertar a mudança tão esperada. Entretanto, não há como negar que se trata de um bom começo, esperamos apenas que não seja demagogia.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus