Planeta dos Macacos: Do livro aos filmes

Novo filme conta a luta dos macacos contra os humanos

03/04/2018 09h30

Os filmes de Planeta Dos Macacos completam 50 anos, mas a franquia nasceu como uma adaptação do romance distópico de Pierre Boulle, publicado em 1963. Pois é, lá se vão 55 anos.

Antes do lançamento do filme de 1968, o criador da história estava preocupado, afinal os efeitos especiais não eram ideais e ele acreditava que havia a possibilidade de tudo parecer ridículo. Entretanto, quando o filme saiu, ele ficou satisfeito com os avanços tecnológicos que garantiram um Oscar à produção.

O livro Planeta dos Macacos, que ficou muito tempo fora de catálogo no Brasil, é publicado pela Aleph, e a ideia para a trama, que caiu nas graças de Hollywood e do público, surgiu após uma visita ao zoológico, afinal o escritor ficou impressionado com as expressões quase humanas dos gorilas. Daí nasceu a trama sobre questões políticas e existenciais na forma de uma sátira da sociedade humana.

O cinema aproveitou o tom pessimista da história para fazer críticas sociais ainda mais relevantes. No caso da primeira trilogia com Charlton Heston nos anos 60, a crítica era direcionada ao armamento nuclear. Na história atual, com Andy Serkis, o perigo é a manipulação genética.

A trama do livro começa no espaço, onde um casal em lua de mel encontra uma garrafa com um manuscrito. O texto é assinado pelo protagonista Ulysse, um jornalista que parte numa viagem intergaláctica com outros dois tripulantes a planetas distantes. Eles descobrem um sistema muito parecido com a Terra, mas também se deparam com macacos como a espécie dominante e civilizada, enquanto os homens são animais selvagens, sem fala ou consciência.

O protagonista se envolve com uma selvagem humana, Nova, por quem sente tanto desejo físico como frustração intelectual, e também com Zira, uma macaca cientista para quem prova ser um indivíduo consciente. Apesar de o primeiro filme ser fiel ao cerne da trama literária, as diferenças entre uma obra e outra são muitas.

Na primeira trilogia cinematográfica, uma guerra nuclear devasta o planeta e os macacos sobreviventes evoluem para uma civilização avançada. Na série cinematográfica atual, uma doença criada em laboratório e testada em macacos mata a maior parte da humanidade e transforma os símios em seres inteligentes. Nos dois casos, a culpa da extinção é do homem.

Na obra de Boulle, contudo, não existem culpados e as civilizações simplesmente terminam um dia. E, seja lá qual for o ser dominante, as organizações se repetem, assim como as mazelas da sociedade.

O tom de crítica da obra original nasceu da experiência de Boulle durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi capturado na Indochina e forçado a trabalhar como prisioneiro durante dois anos em Hanói, no Vietnã.

Veja o trailer do filmes mais recente:

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