Prefeitura quer superar Cinemark e cria circuito público de cinemas

Projeto teve investimento inicial de R$ 7,5 milhões

30/03/2016 17h54

Por Iara Vasconcelos

Durante coletiva na manhã desta quarta-feira (30), o prefeito de São Paulo Fernando Haddad lançou o circuito público de cinemas, que vai funcionar em 15 Ceus (Centros de Educação Unificada) e cinco centros culturais da capital paulista. As primeiras regiões que receberão o projeto são a Zona Oeste, no distrito do Butantã, e zona Sul, no Ipiranga.

O circuito Spcine terá ingressos gratuitos - mas subsidiados - para a população e deve mesclar tanto filmes internacionais comerciais, quanto nacionais e independentes. "Não temos nada contra blockbusters, a população que mora na periferia também tem direito", disse o político.

"Descobrimos que 30% dos paulistanos nunca pisaram em uma sala de cinema. Já imaginou um morador da maior cidade do hemisfério sul nunca ter pisado em um cinema?. Nós vamos acabar com isso e começaremos com 20 salas de cinema espalhadas por toda a cidade, em especial na periferia".

Haddad afirma ainda que a iniciativa tem a intenção de superar o Cinemark e tornar o município o maior exibidor de filmes: "Nós queremos passar o Cinemark. Se não fizermos isso, o cinema não vai avançar como linguagem", disse.

A rede popular de cinemas conta inicialmente com 6.500 poltronas e deve promover 200 sessões semanais. A expectativa é de atrair pelo menos 63 mil espectadores por semana (960 mil por ano se levarmos em consideração uma taxa de 30% de ocupação das salas). Com investimento inicial de R$ 7,5 milhões, o circuito já é o segundo maior da metrópole.

Já nesta quarta-feira serão exibidos O Escaravelho Do Diabo, de Carlo Milani, e Mundo Cão, de Marcos Jorge, em duas sessões especiais.

+ Leia a crítica de Mundo Cão

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