Rafiki nos conta uma comovente história de amor e ódio

Longa é muito atual e impactante

23/08/2019 14h00

Por Daniel Reininger

Rafiki, segundo longa-metragem da diretora Wanuri Kahiu, chega aos cinemas brasileiros com a história de amor entre Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva).Vale lembrar que o longa chegou a ter sua exibição proibida no Quênia por conta de sua temática LGBTQ.  Confira cinco motivos para conferir em nossa crítica:

"A homofobia é um dos preconceitos que estruturam praticamente todas as sociedades. Por estarmos em um país extremamente hostil a LGBTQs (o Brasil registra um homicídio por homofobia a cada 23 horas), é comum pensarmos que nosso país é um dos únicos no mundo que abusam, maltratam, hostilizam e assassinam cidadãos homossexuais. Entretanto, sabemos que tal preconceito faz parte da história das civilizações ocidentais e orientais do planeta.

Em Rafiki, filme da diretora queniana Wanuri Kahiu, conhecemos uma bela história de amor e as consequências de uma sociedade misógina e homofóbica na vida de duas jovens garotas quenianas apaixonadas, vítimas de uma sociedade tradicionalista e que valoriza apenas as relações que possuam uma presença masculina. Kena (Samantha Mugatsia) é uma jovem que já presenciou, observando o sofrimento da própria mãe, o sofrimento ao qual as mulheres são submetidas quando não possuem uma presença masculina do lado. Ziki (Sheila Munyia) tem em suas amigas e na dança uma válvula de escape de um cotidiano pouco criativo e acolhedor, especialmente com as mulheres. Quando as duas garotas se apaixonam, acabam tendo que enfrentar a hostilidade de uma comunidade conservadora e presa a tradições desumanizantes contra mulheres e homossexuais."

Confira a crítica completa

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