The Walking Dead tem um de seus capítulos mais tensos no retorno da 7ª temporada

The Day Will Come When You Won't Be faz jus às expectativas

24/10/2016 11h41

Por Daniel Reininger

A vítima de Negan (Jeffrey Dean Morgan) foi finalmente revelada no empolgante retorno da série The Walking Dead, que teve um de seus capítulos mais tensos na noite desse domingo. Depois de um final decepcionante na sexta temporada, o seriado de zumbis da AMC volta em boa forma e sem medo de mostrar o novo vilão como um psicopata capaz de mudar para sempre o rumo da trama.

Cuidado Spoilers adiante:

O episódio começa do mesmo ponto em que a sexta temporada parou. Negaz faz sua vítima e, em seguida, confronta Rick (Andrew Lincoln) que, atônito, ameaça o vilão. Só que o antagonista não leva na boa esse ato de desafio e decide quebrar Rick psicologicamente de vez para ter o ex-policial e todos seus aliados sob seu comando. Aí a coisa fica feia.

Embora o capítulo funcione muito bem, a revelação da morte não precisava ter ficado para esse início de temporada, afinal a decisão de eliminar outro aliado de Rick e a forma como o grupo é despedaçado são as grandes revelações do início da sétima temporada.

Dito isso, The Day Will Come When You Won't Be faz jus às expectativas e alcança seus objetivos de forma empolgante. O capítulo é bem dirigido, a montagem é bem feita, capaz de construir o clima de tensão, enquanto conta, em flashbacks, quais foram as vítimas de Lucille: Abraham (Michael Cudlitz) e Gleen (Steven Yeun).

Além disso, a fotografia ajuda a criar atmosfera de opressão com closes, cenas em ambientes enevoados ou lentes embaçadas. O exagero do gore faz todo sentido pela violência do vilão e a cena da morte de Gleen, com o olho saltando do rosto, vai ficar marcada na mente de todos por muito tempo, mesmo para quem leu as HQs e esperava ver exatamente isso nas telas.

The Walking Dead sétima temporada

Na verdade, esse retorno foi tão espetacular que deveria ter sido o episódio final da sexta temporada e não o começo da sétima. Não só por, em termos narrativos, fechar a história da forma como deveria ter sido contada sem um hiato, mas também por ter elementos suficientes para deixar o público de cabelo em pé e querendo mais.

A pequena viagem de Rick e Negan ajuda a aprofundar o desespero do ex-policial e a mostrar como seu adversário é formidável. Entretanto, o capítulo funciona mesmo pela atuação impecável de Jeffrey Dean Morgan e Andrew Lincoln, ambos evitam caricaturas e clichês e se superam com atuações incríveis, capazes de transmitir todo o peso das cenas com realismo. A sequência envolvendo o braço de Carl (Chandler Riggs) é simplesmente de tirar o fôlego.

O mais chocante do episódio é o fim violento de um modo de vida ao mostrar como o grupo é quebrado, dominado e subjulgado sem chance de retaliação. Quando tudo passa e o luto tem a oportunidade de atingir a todos, o pedido desesperado de Meg para todos se prepararem para lutar e a forma como ela é contrariada por Rick com a frase "eles têm um exército" é um sinal de como as coisas mudaram de vez.

Esse capítulo, como prometido, apresenta alterações profundas, que devem deixar a história ainda mais sombria. Agora é esperar para descobrir o que vem a seguir com The Well, episódio do próximo domingo. Vamos torcer para que mantenha o bom ritmo desse retorno.

E você, o que achou desse primeiro episódio da sétima temporada? 

Veja o vídeo promocional do segundo episódio: 

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